15 dezembro 2014

"Não quero engravidar!"

   "Coisa melhor pra postar?"
   "Nããããããooooo!"

    Esse post vai ser algo bem pessoal, então se você não quiser ler, sinta-se à vontade pra não ler, porque não vai mudar nada na sua vida! Mas caso você também esteja numa situação semelhante à minha e não sabe por quê, eu posso ter aqui sua resposta!

   Começando: eu penso, sim, em ser mãe - mas não engravidando. De jeito nenhum quero engravidar, muito menos, ter vários filhos! No máximo 3, um 3 bem rasinho, não passaria disso!

   Apesar de a minha vida toda ter lidado com crianças desde que eu era propriamente uma criança até essa minha fase atual, o que já me faz saber sobre quase tudo o que uma criança precisa pra ser feliz (raspar panela de chocolate escondido e jogar bexiga pra cima já são bons exemplos), a verdade é que eu nunca desenvolvi bem o "instinto maternal".

   E se existem alguns fatores que de certa forma encaixam no quebra-cabeça, existem, sim! E muitas. dentre elas a minha personalidade, a minha criação dentro de casa e as minhas experiências. Calma aí que eu vou explicar o que cada uma dessas meras palavrinhas repercutiram nessa minha decisão:

   Personalidade

    O local onde eu cresci exigiu de mim um caráter leigo em relação a religião, por isso nunca fui de pensar muito em palavras como "pai", "filho", "espírito santo", mãe, família. Quero dizer, por causa da minha irreligiosidade, acabou que os meus ângulos sobre "família" diminuíram, e eu pensava mais no termo "namorar". O meu sonho desde pequena foi assim: crescer, ser bonita, namorar um cara e sermos felizes pra sempre viajando por aí - exato, nem tinha casamento no meio, haha! Eu sempre me portei de forma indiferente ao espírito biologicamente materno de ser, como se engravidar, nah, fosse um verbo inexistente no meu dicionário. Eu via aquelas meninas fingindo que suas bonequinhas eram suas filhas, e eu pensava comigo mesma: "elas têm PROBLEMA?" (Isso, desfrutem da sinceridade de uma criança pura e inocente.)

   Desde criança, meus anseios sempre foram materalistas. É, apesar de eu sempre ter sido muito subjetiva e tal, a minha felicidade alcançava patamares mais profanos. Ficava mais feliz quando a minha mãe comprava aquele sapato pra mim do que quando eu recebia a notícia de que um parente ia vir im casa. Desculpa se isso vai soar cruel, mas aqui a verdade é verdadeira mesmo. Ainda que eu almeje ser mãe, antes passar 3 anos viajando pela Europa num cruzeiro, saltando de paraquedas e indo ao cinema e à praia com o meu queridão todo final de semana, estando à vontade pra transar na cozinha, no banheiro, em todo lugar e toda hora, do que ficar 9 meses passando mal pra depois ficar em casa trocando fralda de bebê e acordando de madrugada com o maléfico choro de bebê de 2 em 2 horas enquanto mal tenho tempo pra dar amor pro meu boy, haha! Sinto muito mesmo, mas já sentia desde que eu estava na barriga da minha mãe que um picotinho de gente chupando meus peitos não é pra mim!


   Criação doméstica

   Enquanto garotas de 11 anos pegam um bebê no colo com o maior carisma, eu se quer peguei um bebê a minha vida inteira. Enquanto as menininhas brincavam de família, de cozinhar e de cuidar de boneca, eu tava lá jogando game com meus amigos. A palavra "mãe", pra mim, só servia para vocativo, mas nunca pra mim mesma. Até quando eu brincava de boneca, eu não via minha boneca como um bebê, eu via ela como uma adolescente que morava em um mundo maluco (acredite)! Resumindo, meu comportamento nunca chegou perto de dar indícios de que eu seria uma futura mãe, até porque as minhas melhores amigas de infância também não costumavam brincar com coisas semelhantes à prática da vida materna. Eu sempre brinquei mais com game e coisas neutras e radicais que gastavam o fôlego. Acho que eu já citei uma vez pra vocês que eu agia como menino, não? E eu gostava pacas!

   Eu fui criada numa família bem zen. Naquela época, eu já poderia ser considerada uma "transição" da visão retrógrada para a visão mais aberta, quando as pessoas pararam de fazer tantos filhos pra formar aquela família monstro. E eu acredito que o tipo de família na qual você foi criada reflete significativamente no seu modo de ver o mundo. É mais questão de "estar acostumado a ver". Se você cresceu naquela típica família humilde do interior que está sempre reúnida e que todo ano a cada 7 dos seus 20 primos têm um filho, você provavelmente vai querer ter um filho no futuro também. Dois, ou três. Ou cinco, talvez. Mas se você cresceu num local mais urbano e conviveu com uma família já um pouco mais "moderada" nesses termos, quando você já está no ápice do término do sobrenome da sua família, é muito provável que você não queira ter filhos. Pode acontecer de ser o contrário? Sim, pode, mas você não pode fugir da realidade de que o meio influencia o homem, nem que uma coisinha ou outra discerne da tendência naquele ambiente em evidência.

   Agora olhem: eu fui criada numa família que já tá quase acabando, sempre convivi com pessoas que prezam mais pelos prazeres materiais e individuais da vida do que com o prazer emocional de ter um bebê ao lado e nunca teve nenhum religioso propriamente dito na minha família. Sim, a religião repercute muito nessa questão da formação de uma família, basta comparar - quem casa mais? Religioso ou não religioso? E quem tem mais filhos? Religioso ou não religioso? Só que com aquela correria que sempre é em cidade grande, fera, ninguém tem tanto tempo pra ficar rezando, infeliz seja a verdade!


   Experiências

   Quando eu ainda era mais menina, eu costumava brincar com uma prima de 3º terceiro grau minha. Ela já era grande naquela época, lá pelos 20 e alguma coisa. Ela sempre foi muito legal, gostava de brincar, correr, criar, inovar, e eu sempre adorei ela! Só que chegou aquele dia estupendo em que estava no restaurante com os meus familiares e minha prima fez a noite: ela estava grávida. Minha mãe já me empurrou falando "olha que legal, Mika!" e eu só fiz aquele sorrisão torto dos irmão, falando "que legal!". Mas só saía "que legal" mesmo, estava opaca demais pra comentar qualquer outra coisa útil. Eu juro que eu tinha ficado tão triste que tive que segurar o choro comendo peixe. Parece meio incompreensível, mas não é, eu fiquei aborrecida por saber que dali em diante ela não teria mais tempo pra brincar comigo, e que, o mais aterrorizante de todos, eu teria uma nova criança pra brincar! É muito engraçado como às vezes os adultos acham que só porque a pessoa tem cara de criança, ela curte fazer bagunça com a meninada! (notas: eu tinha uns 13 anos quando isso aconteceu.)

   Como eu era esperta. Tudo aconteceu do jeitinho que eu tinha presumido naquela noite no restaurante. Mas ok, ela continuou uma pessoa legal e não liguei muito pro fato dela agora ter uma filha, que aliás, com 3 anos, sabe falar mais corretamente que você.

   Só comecei a perceber como a gravidez sempre se tornava um empecilho pras minhas familiares queridas quando, não há muito tempo, minha prima teve um filho. Não cheguei a acompanhar todo o processo e também nunca tivemos tanta proximidade igual ao que tenho com a minha prima de terceiro grau, mas ela era bem mais íntima de mim e da minha irmã quando ainda não tinha o filho. Por mais que eu saiba que elas não têm culpa, e que nem tudo gira em torno do meu nariz como azaleias ao vento, essas experiências me fizeram cada vez mais perder as pouquíssimas chances de engravidar pois eu tenho muitos "amiguinhos" menores que eu, até mais do que eu tenho da minha idade (aí eu chego nos 30 e ainda vou ter um amigo de 10 anos, pode apostar), e sei que perderia um pouco o meu tempo pra fazer palhaçada com eles. Não gosto eeeexatamente de crianças, mas gosto de brincar. Não sei. Sinto que eu não deveria perder o pouco da criança que eu tenho dentro de mim, tanto que eu agradeço muito por tê-la ainda. Sem o pouco do meu jeito imaturo de ser, não me sinto completa, e se eu engravidasse, sentiria como se estivesse me afastando dessa criança que ainda existe em mim. Não quero ser como um "adulto qualquer", que não tem tempo pra rolar no tapete, dançar como uma banana, que enganaria os filhos pra irem brincar com as outras crianças da festa de aniversário enquanto eu só sei ficar de papo com os outros adultos conversando sobre o IPTU e o azulejo da casa. Peraí...será que eu tô bugando vocês? Se eu bugay, foi mal! (ఠ్ఠ ˓̭ ఠ్ఠ)




   Sobre o meu jeito de ver o mundo, é simples: não vejo o fato de virar mãe como graaaande coisa na minha vida. Virar mãe não é um sonho tão grandioso assim como publicar um mangá, mas estou ciente de que mães são importantíssimas em nossas vidas, são seres divinos que vieram para nos mostrar a definição de amor \`•̀益•́´/ XABLAAAAAU (ou quase sempre.)

   Mas não vejo esse processo do barrigão como parte da ordem natural das coisas. Pra mim, a ordem natural é aquela que você nem ninguém não pode mudar e impedir, que é apenas: nascer e morrer. Pra mim, essa é a ordem natural das coisas. Se você vai engravidar, se você vai trabalhar, estudar, isso é de menos, porque nem todo mundo vai ter o mesmo estilo de vida que você. E vamos combinar, né, nascer e morrer é inevitável! Uma vez vivo, você já cumpriu a primeira etapa da vida: nascer. Mas você mal nasce, e você já está predestinado a morrer, seja por vontade própria ou à mercê do tempo.

    "Mas Mika, por que você não quer ter filhos engravidando, mas pensa em adotar?"

   Antes que pessoas venham me atirar pedras, se eu tivesse um filho vindo da minha barriga e tivesse um filho adotado, eu daria amor a ambos de forma igual, isso não há dúvidas. Mas o que difere da minha aspiração por adotar uma criança de ter um filho de sangue, é que quero compartilhar minhas condições de vida com uma pessoa necessitada. Um indivíduo que é adotado, em, tipo, 90% dos casos, sente-se como se sua vida já estivesse completa. Tipo, é uma família, gente! Digo por mim: aquela criança solitária no orfanato está precisando mais de amor do que um espermatozoide pronto pra entrar no óvulo. Aquela criança no orfanato já é viva. O da minha barriga, não.

   Pense, o filho vindo da barriga já nasceria nas melhores condições de vida, feliz e cheio de amor, mas ele não pediu por isso. Porque quem quis o gozo lá dentro da mãe não foi o filho, foram os pais. Mas aquela criança ou adolescente abandonado, expulso de casa ou no orfanato, poxa, ele que tá numa hora difícil e que a única coisa que pode estar pedindo é uma família pra dar e receber amor? Não que seja o seu caso ou do dele, mas pra mim, seria muito mais bem-vindo dar amor a um ser já existente que está numa situação de carência emocional, do que a um ser que não obrigou ninguém a vir ao mundo. Sem querer parecer insensível, claro.

    Citarei então dois motivos, os que mais se destacam por eu querer um filho adotado:

1: o mundo já está cheio de gente. Não está completamente ocupado, eu sei, mas quantas pessoas o mundo já não condenou? Já não basta ver aquelas pobres crianças, nos locais mais insalubres desse planeta, sofrendo? Trabalho infantil, escravidão (pois é, infelizmente ainda existe!), desnutrição, por que ninguém tenta tirar essas pessoas de lá? Tipo, vamos cuidar de quem tá vivo ainda!

2: Seguindo a linha de raciocínio acima, quero mostrar a essas pessoas que exteriormente parecem "já não ter mais solução", que há uma solução, sim. Que o mundo não é tão cruel quanto parece. Posso não ter muito do instinto materno, mas tenho um outro instinto que fala mais alto: o de ajudar.

   Eu juro, não tem nada, mas NADA mais gratificante pra mim do que ajudar uma pessoa, fazer alguém feliz. Pessoas felizes me fazem felizes. E por isso quero adotar. Não preciso necessariamente ter o sangue do meu filho pra poder amá-lo, pois genes são o que menos importam aqui.

   O meu objetivo de ser mãe ainda está passando por moderação, porque, por favor, sou jovem demais pra pensar nessas coisas. Eu pensando em ser mãe é a mesma coisa que uma criança de 4 anos pensando que faculdade vai cursar. Mas o que me faz querer adotar filhos não é o desejo de completar a casa, de parecer uma família do tipo propaganda de margarina e muito menos pra sair me gabando por aí que vou ganhar presente no segundo domingo de maio. Admito que essa possibilidade só passou pela cabeça quando eu comecei a descobrir mais sobre adoção homoparental - isto é, nem faz meio tempo!

   Acontece que comecei a ver vários vídeos sobre casais gays que adotaram e achei muito lindo. As palavras me emocionaram, e pensei, "deve ser bom ter uma família", até que eu comecei a tentar ver mais o lado gracioso de formar uma família, coisa que tantas pessoas admiram. Mas ainda é certo, criar uma família não é um sonho sólido, é um sonho rarefeito meu. A qualquer momento pode ser que eu desista da ideia. Porque você deve saber, ser mãe não é fácil não, é tipo uma junção de monitora de festa de aniversário de criança com aquela melhor amiga com quem você pode contar a toda hora. E eu tenho paciência para ambas as tarefas, sei brincar com crianças e adoro dar conselhos. Mas juntar as duas coisas? Difícil, gente!

   (Mas ainda tem outros motivos de eu não querer engravidar. Bem fúteis. Tipo, eu não quero parecer uma baleia azul na piscina! ;w;)

   Mas aqui, se você quer mesmo engravidar porque acha que é uma parte importante de você, ou porque seu sonho desde criança foi sentir como é ter um ser vivo dentro de você, ótimo, engravide, não é como se você estivesse automaticamente ligando um "foda-se" para aquelas crianças morrendo na Etiópia. Se você tem a convicção de que quer ter um filho de sangue, é porque você, com certeza, tem lá os seus motivos. Mas tem gente que não quer engravidar, e também por motivos.
"Ah, mas isso não soa meio...egoísta?" Ser egoísta não é fazer com que pessoas estéreis que querem engravidar se sintam mal enquanto você "descarta a sua fertilidade". São nesses casos que se pode recorrer à barriga de aluguel ou à inseminação in vitro.

   Caso você não queira ter filhos, nenhunzinho mesmo, ótimo também. Não deixe que a sociedade te esprema como limão só porque por você, como mulher, não quer fazer parte da onda de mommies. Tem gente que acha que ter filhos dentro de casa não são a perfeição do mundo. Mas animaizinhos de estimação, sim.

   Enfim, talvez eu tenha a habilidade pra ser mãe, mas não aquela vontade. Quem saiba eu mude de ideia com o tempo, nada nessa vida é realmente certo. Digo, ainda tá muito cedo pra eu ficar pensando nisso! Até parece que aqui virou blog daquelas mãezinhas adocicadas, caramba 눈_눈 (nada contra), então vai pra lá, ideia de ter família! 

   Ah, sim, ontem (15/12) foi o dia internacional do Otaku, não? Estava até indo fazer uma homenagem com o pouco dos meus rabiscos, mas não tenho muito ainda, então vou deixar essa pra depois! xD Obrigada por ler essa coisa meio desnecessária~




33 comentários:

  1. Adorei este post! (Apesar de ser grande e.e)

    Eu também, quando eu estiver maior, com emprego estável, faculdade terminada e estiver casada, eu vou adotar, pois realmente, o mundo está cheio de gente já, e existe várias crianças que foram abandonadas e querem uma família, acho que é melhor ajudar uma vida do que criar uma.

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    1. As chances de eu adotar são bem grandes, mas não completas. Tipo, eu queria mesmo é ter uma vida hardcore onde eu poderia ser livre pra fazer (quase, né) qualquer coisa que eu quisesse, sem ter alguém pra me impedir. Quero dizer, sim, é insensível, mas crianças gastarão a maior parte do seu tempo e você vai ver como é duro no começo, você vai ter que abrir mão de várias coisas e principalmente dos seus anseios pra poder fazer seu filho feliz. E eu, como jovem, não me sinto na capacidade de pensar em cuidar de outra pessoa se ainda nem cuidei de mim mesma! Enfim, ter filhos é uma responsabilidade muito grande, é um SER HUMANO, CARA! E isso me deixa insegura, porque auxiliar e cuidar de pessoas, eu faço com o maior prazer, mas e quando é por, tipo, 20 anos seguidos? É muita responsabilidade pra mim.
      Mas aí eu vejo aquelas caras de solidão lá da janela, esperando por uma família, e de repente eu mudo de ideia! Hahaha, não sei, mas a vontade de abraçar suas causas e fazê-los perceber que sempre tem alguém no mundo que se preocupa com eles, sempre me dão um empurrãozinho!
      Comigo também é assim! Eu não penso, assim, só por mim, mas principalmente pelo outro! É que também sou bem idealista...sabe aquela coisa de querer dar o direito de ser feliz pra todo mundo? Eu dando amor uma pessoa sem família seria muito mais valioso pra ELA do que seria valioso pra mim e para meu filho de sangue, porque essa pessoa sem família sentiu pele como é não ter alguém que te dê amor incondicional, e família é mais do que uma prioridade, é uma das coisas mais importantes pro começo da vida de alguém. Por isso ela vai saber valorizar a família muito mais (na maioria dos casos, digo, porque nem sempre alguém que é adotado fica feliz, haha!

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  2. Yooo belezura!?
    Cara falou TUDO! Primeiramente: eu também não desenvolvi (ainda) esse instinto maternal, aliás, não tenho o menor jeito com crianças e também não é que eu não curta elas, pelo contrário, criançona do jeito que sou me entendo com elas, mas ao mesmo tempo eu também não tenho muita paciência com elas. Sem mencionar que assim como você sou leiga em religião, não sei absolutamente nada e mesmo morando no interior eu nasci na capital do meu estado, portanto ainda tenho comigo os "costumes" de uma cidade grande.
    Bem, ao contrário de você eu nunca tive nenhuma experiência, afinal tirando o meu primo eu sou a mais "adulta", ou seja, se for para alguém virar tio/tia, vô/vó eu terei que dar início a tudo.
    Sobre adoção eu nunca tinha pensado por esse lado, mas agora que parei para refletir concordo com tudinho e faz bastante sentindo. Sinceramente sempre enxerguei adoção como algo complicado (pois pessoalmente as histórias que conheço envolvendo gente adotada são conturbadas, além disso o processo de adoção parece ser bem burocrático e demorado), porém considero um gesto muito corajoso e lindo, afinal não é qualquer um que decidi criar com todo o amor e carinho um filho que não foi gerado por si mesmo.
    Enfim, eu ainda sou muito nova para pensar em filhos, por hora não pretendo ser mãe nem gerando um filho ou adotando um, mas quem sabe eu futuramente não desenvolve esse instinto, talvez o mesmo ocorra com você, afinal o nunca se sabe o que virá pela frente ^^ (vai que esse seu máximo de 3 filhos acabe se transformando num mínimo de 5 filhos kk).
    Kiss

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    1. Ahhhh, como é orgasmico quando essa net acaba com uma Bíblia inteira ♪♪ ADORO!
      Ok, não vou me chatear. Não posso ficar com cara de bunda o dia todo. ԅ(≖‿≖ԅ)
      Até pouco tempo atrás eu também não tinha o menor jeito com crianças, só com as acima de 7 ano, ou seja, já bem grandinhas, mas criança pequena pra mim sempre foi um porre! Isso porque sempre tive vergonha de ficar falando tudo no diminutivo e com voz de tiazona com câncer na língua ( ͡ʘ ͜ʖ ͡ʘ) pior ainda, falar coisas idiotas e fazer coisas idiotas, que não sei como, mas a maioria dos bebês parecem curtir! Espero que eu não tenha sido uma delas! TuT
      Mas como esses tempos tiveram mais bebês da família, e a família inteira minha vê eu e minha irmã como as "rainhas" do mundo das creansas, a gente não podia negar quando falavam pra gente ir brincar com elas, né? Pois bem, nunca foi tão ruim assim. O problema é eu mesmo. É que eu sou aquela típica pessoa preguiçosa que adora ficar deitada na cama tomando toddyinho enquanto ouve música, mas depois que você me pega pra correr, meu filho, pronto, fudeu, não tem mais volta. Por isso acho que eu não tô mais pra mãe, mas sim, pra prima, porque eu tenho uma posição bem mais infantil comparado a uma mãe. A zuera me fez assim ˛˛ƪ(⌾⃝ ౪ ⌾⃝ ๑)و
      E ô se! Com adoção, o negócio muda de figura! Parece que você tá numa fila do SUS, só que pior! Fico pensando pra que tanto rigor, tanta demora assim só pra querer dar amor à uma criança. Eu sei que existem fatores pra isso acontecer, como assegurar que a criança a ser adotada esteja em boas mãos, mas por favor, olha a noção disso! Se só um casal hétero tem que ficar anos esperando o filho entrar na sua casa - repito, AAAA (̿▀̿ ̿Ĺ̯̿̿▀̿ ̿)̄ NNNNN (̿▀̿ ̿Ĺ̯̿̿▀̿ ̿)̄ OOOOOO (̿▀̿ ̿Ĺ̯̿̿▀̿ ̿)̄ SSSSSSS, imagina pra um casal homossexual, que é mais difícil ainda! Ééé, colega...o trem é foda, não perdoa um carvãozinho...
      Sobre isso, eu tenho certeza absoluta: mais de 3, não passa, não! xD Haha, não conseguiria dar conta, e aliás, nunca gostei de famílias grandes (não que esteja dizendo que as que são sejam ruins), mas isso porque são mais gastos, sempre vai ter um se sentindo mais injusto que o outro em relação a alguma coisa, e também vão ser mais problemas pra cuidar...quero dizer, vai que um sofre bullying na escola, outro é sequestrado, outro vai mal na escola, outro escala o prédio e fica preso na rede do oitavo andar...é muito peso pra uma pessoa como eu, que gosta de harmonia e tranquilidade, mas nunca tem tempo livre pra isso. Eu acho mesmo que adotaria dois, só dois mesmo. Não um (talvez) porque eu tenho como prova viva eu mesma e a experiência da minha mãe: eu e minha irmã nunca demos trabalho pra ela. Desde pequenas. Isso porque, por ela ter tido filhas gêmeas, ela não precisava se preocupar tanto com companhia e podia fazer as coisas dela numa boa. Quero dizer, nós nunca ficamos carentes de atenção porque sempre tínhamos uma a outra pra poder brincar. Ainda mais com a gente tendo a mesma idade e gostos, minha mãe podia deixar tanto eu quanto minha irmã cuidando uma da outra. E vejo a socialização como algo muito importante pra uma criança, pois assim ela aprenderá a viver melhor no mundo e claro, que criança gosta de ficar sozinha, né? Por isso gostaria de adotar filhos com mais ou menos uma idade próxima.

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  3. Minha infância foi muito parecida com a sua. Eu não gostava de brincar de bonecas, na verdade eu não era uma criança muito ativa. Mas eu sempre preferi coisas que não eram "de menina". Eu preferia aquelas brincadeiras onde guerreiros lutavam para defender seus reinos do que levar a Polly pro shopping...
    No caso de relacionamentos, pra mim era uma coisa muito... irrelevante. Eu a minha amiga ( praticamente a única que eu tenho) sempre tivemos gostos parecidos e nossa rotina de jogar no computador junto de nossos outros amigos era divertido o suficiente.
    A vida se resumia pra mim: Computador e estudos. Praticamente ainda é assim, mas diferente dessa amiga aí, eu nunca desenvolvi nenhum interesse, seja por garotos ou garotas, pra mim relacionamento era algo que eu não desejava. Não porque sou uma tia solitária deprimida co vida huehuehe, mas sim porque eu não consigo me pensar numa relação com outra pessoa.
    E a questão de ter filhos e outras coisas como casamento também eram a mesma situação. Eu acompanhei a gravidez dos meus tios, apesar de que eu era muito nova, eu lembro bem dos meus primos quando eram bebês. A não... eu nunca levei jeito com crianças, sempre quando me ofereciam pra segurar o nenê eu já suava frio. E se ele começar a chorar no meu colo o que raios eu faço?
    Eu sempre fui uma pessoa bem zen, mas minha paciência e meu jeito com crianças nunca foi dos melhores, e eu também não queria me casar, e nem ter filhos. O meu "sonho" para o futuro é ter uma vida estável, com dinheiro necessário para viver, ser feliz com meus jogos e desenhos. :3
    Apesar de que alguns membros da minha família acham que essa escolha é só uma fase. Porque tem que ser uma fase? Claro, nossas opiniões mudam com o tempo, mas não quer dizer que eu não pense nas minhas atuais com cuidado.
    E seu post até me aliviou um pouco. Saber que não é tão incomum não querer ter filhos. Talvez mais pra frente eu até pense em adotar uma criança, mas por enquanto... eu tenho certeza das minhas opiniões e não acho que elas sejam estranhas.
    As "coisas fora do padrão" não foram aberrações da vida pra mim. ( como, yaoi, anime, mangás, vida otaku kkkk )

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    1. Já eu, fazia os dois! xD apesar de, naquela idade, minha "alma de menino" predominar em mim, haviam dias que eu queria me sentir super fabulous e roubava os sapatos da mamãe só pra ouvir aquele "toc toc" do chão, que eu adoro. Eu brincava de "polly vai ao shopping" com as minhas amigas, mas a gente brincava não do jeito tradicional, porque nossas histórias sempre aparecia um cara maluco vindo do espaço de jet ski derrubando o shopping inteiro HUAHUAHHUA até hoje essa babaquice me faz rir! (◎ヮ◎) (é que o irmão menor da minha amiga também brincava com a gente, então sempre virava essa mistura!)
      Mas o que eu mais gostava de brincar mesmo era de sala de aula, de médico, de padaria. A gente ia na net, pegava os joguinhos de culinária e fazia o bolo de acordo com o pedido. Eu sempre era a mais inútil, eu ficava entrando no quarto, saindo do quarto, entrando no quarto, saindo do quarto, aí você me pergunta, "essa menina tinha demência mental?" Mas não, não tinha, era só um funcionário indo pro supermercado comprar farinha e ovo TuT
      Cara, desde que eu era menor eu sempre fui muito colada nesse negócio de paixão, sabe? Mas como eu era muito pequena ainda e nenhum moleque queria saber dessas frescuras ainda, já sabe, né? ( ͡° ͜ʖ ͡°) Um jeitinho sempre tem, e o meu era esse: se apaixonar por personagem de game! (Já falei do Marth [o viado chapadão] um monte de vezes, acredito!)
      Hahaha, eu admito que tenho essa hora de pavor quando uma criança começa a chorar! Sinto como se eu fosse a culpada, aí eu tento fazer uma coisa, mas só piora, e aí eu começo a bugar e viro uma ameba e DHIJNSJBIFBIUABASNJISJA tem coisas que a gente não serviu pra fazer mesmo, viu! “ヽ(´▽`)ノ” esse meu complexo de querer agradar todos à minha volta e o desespero não deixam!
      Realmente. Pode ser que seja uma fase, claro, mas se a pessoa naquele momento já tem quase toda a convicção de coração que não quer tal coisa, é muito difícil que no futuro ela mude de ideia.
      Não se preocupe, não é nem um pouco estranho! xD E não deixe que ninguém pense que você é obrigado a ter filhos, porque de sinceridades, antes não querer ter ninguém na sua vida pra priorizar a sua própria do que ter a infelicidade de ter um filho em casa, e acabar entregando não só sua vida ao lixo, mas a de um outro ser humano junto também. Mas podes crer que você não é a única nesse mundo, cada vez mais pessoas estão parando de casar e de ter filhos, e não é exatamente culpa delas, é que o mundo está evoluindo. No futuro, pode apostar, vão ter mais idosos no mundo do que jovens. A falta de população economicamente ativa vai se tornar um dos maiores problemas junto com a poluição. Não é à toa que nos países mais desenvolvidos o número de idosos esteja aumentando, diferente daqueles mais pobres, em que a faixa etária mantém uma silhueta semelhante à de uma pirâmide. Se bem que na China, né, parece que as pirocas pegam fogo! -wat-

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  4. Oi denovo!
    Você tem uma opinião parecida com a minha, mas a minha é mais cruel e é bem "foda-se a sociedade não quero gerar nada" e meio que eu considero as crianças parásitas que saem e se tornam moscas adultas (doentio né?!, também acho). E ao contrario de todo mundo, eu era uma menina que fazia tudo, se uma hora eu estivesse com vontade de jogar futebol, eu ia lá e jogava ou então eu tava infurnada dentro de casa lendo "O pequeno principe" (um dos meus vicios na infancia), ou então eu tava vestindo o meu irmão de menina e chamando ele de 'irmãzinha' (minha mãe uma vez me pegou vestindo ele, ela me levou pro psicólogo, e era só hiperatividade)

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    1. Biologicamente e quase que "figuradamente" falando, bebês podem sim ser considerados parasitas e_e Parasistas humanos, hahaha! Não lembro onde eu vi, mas acho que foi em um mini-documentário no youtóba...aquelas criaturinhas tão "puras e inocentes", na verdade, estão competindo com a mãe na barriga. É uma batalha entre o bebê, que quer crescer mais rápido, e a mãe, que quer continuar viva. É bem assim que as coisas funcionam mesmo. E eu não quero entrar em competição com ninguém não pela minha vida, valeu falou, obrigado! xD (parece que ter um ser vivo dentro da barriga chutando sua barriga é porque ele te ama e tudo mais, mas pra mim, é porque ele tá tentando me matar mesmo! Não que eu tenha medo de morrer, mas desse jeito, seria um trauma que eu levaria comigo por ressucitações! O_O e tipo, wtf, não quero aparecer por aí de repente comendo carne de gato...comendo tijolos...cimento...vai saber mais o que eugostaria de comer se estivesse grávida, mas provavelmente não coisa muito agradáveis (•ิ_•ิ))
      Hahaha, acho que às vezes os pais se preocupam demais com as crianças! xD Parecem até que nunca foram uma na vida, que pularam essa etapa! Se fosse algo mais chocante, tudo bem, mas crianças são louquinhas mesmo (づ。◕‿‿◕。)づ

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  5. Mika, antes de mais nada queria dizer que acho seus textos simplesmente fodas :v Eu quase engasgo de emoção lendo essas belezura!
    Eu concordo plenamente com você, inclusive nunca tinha pensado dessa maneira. Eu nem preciso dizer de novo que eu era praticamente um homem no passado e acho que não tenho nem lado, nem frente e nem costas materno hehe :v Não vou ficar falando muito do meu passado pq eu ja falei mais dele do que qualquer um aqui, e na verdade é bem parecido com o seu! Nunca fui "exposta" a nenhum tipo de religião meus pais nunca me obrigaram a nada e sempre foi tudo muito zen. Mas impressionantemente eu sempre quis ser mãe. Sério..apesar de quase sempre fazer coisas de menino, eu brincava muito de boneca, só que ao invés de ser algo dócil e fofo, eu fazia elas transarem em todas as historias (já citei que eu sou uma ninfomaníaca desde pequena?(・∀・ ) agora diz pra mim que crianças são puras vai) Eu era mais materna com meus bichos de pelúcia do que com bonecos humanoides, e eu sempre brincava de que eu estava gravida de um urso e eu viveria feliz com meu namorado imaginário, mas sempre quando eu fazia ele nascer a historia perdia a graça. pois eu odiava ficar cuidando dele (vai ver isso é uma previsão do que realmente vai acontecer ;-;) Eu até hoje não me acho materna, não sei nem segurar um bebê direito, inclusive quando eu tinha uns 7 anos minha prima ofereceu uma bola gorda, que acho que era pra ser um bebê, para eu segurar e eu derrubei aquele puta crianço no chão e o mlk chorou por horas, só não sei como o chão não quebrou. A partir daquele dia sempre tive medo de segurar bebes! Mas eu nunca tirei a ideia de ter um filho na cabeça, quando eu era menor eu queria ter uma menina pois achava os bilau dos boy meio nojentos, depois só queria ter menino pois achava que meninas são ingratas e atualmente pode vir qualquer coisa que eu aceito :v Eu ja pensei na possibilidade de eu adotar e ter um filho biológico também e acho que vou fazer isso mesmo! Mas muito jovem pra decidir agora. Vou estar em condições bem diferentes pra ver se posso ter filho ou não no futuro (quando eu digo condições quero dizer um bofe na minha vida huehue vai que eu viro uma mulher solitária com vinte gatos e um estoque de sorvete na geladeira, nunca se sabe¯\_(ツ)_/¯). Eu sinceramente tenho um pouco de desgosto quanto a parte de ter de esperar 9 fucking meses pro ser nascer. Você passa mal,vomita,tem febres,seus órgão diminuem drasticamente, sua barriga vira uma bola de pilates colossal, você não pode se empanturrar de tudo o que vem a sua mente, além da parte do parto em que você vira um canhão pra tentar expelir a bola que esta por vir... e também pode até morrer fazendo isso ರ_ರ Eu estava pensando muito sobre isso esses últimos meses quando eu ia as vezes num orfanato brincar com as crianças de lá. ( a telepatia não só esta afetando nossos pensamentos como também as ações *musiquinha do arquivo x*) Eu meio que adotei um garotinho, mas no sentido de apenas doar brinquedos e roupas durante um período de tempo. Mas acho que ja é alguma coisa ( ゚ヮ゚) Por fim, acho que não se pode obrigar ninguem adotar muito menos deixar de ter filhos biológicos, pois cada um tem suas escolhas, mas podiam ao menos conscientizar que existem muitas crianças sem pais, e como isso faz diferença na vida delas. Foi bom abordar diferentes assuntos no blog ^^
    Nossa ...faz meses que não vejo nenhum anime, nem sabia que foi dia do otaku! Na real.. eu cansei de ver mesmo e foda-se não vou ficar me forçando a ver (ノಠ益ಠ)ノ彡┻━┻ não dá pra ficar fazendo a mesma coisa sempre, a gente tem que mudar constantemente! quando eu ficar com vontade eu vejo, daqui umas eras... o único que eu acompanhei foi aquele "Orenchi no Furo Jijou" que é um quase yaoi, mas só quase mesmo .-. é só uma historia zoada onde o principal objetivo é mostrar viadagem e gayzisse pra alegria das fujoshis ヽ༼ຈل͜ຈ༽ノ

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    1. Foda é você, sua linda ( ͡° ͜ʖ ͡°) *é processada por danos morais pela infinitíssima vez, e Mika não se arrepende* *Agora Mika é processada por não se arrepender e abaixar a cabeça*
      Admito que também teve uma fase minha, que foi depois dos 8 anos, que eu comecei a brincar de transa com as minhas bonecas! Tipo assim, "quem é que transa, quem transa nessa porra? ( ͡o ͜ʖ ͡o)" "As bonecaaaas! ( ͡ʘ ͜ʖ ͡ʘ)" Porém, não durou por muito tempo, apesar dessa época ter sido bem hardcore pra mim. Brincava disso até com a minha melhor amiga, mas melhor não aprofundar demais nisso antes que a coisa acabe ficando feia pro meu lado, né? HUHEUEHUEHHUE :V
      Então, né, meus pais são católicos, e eu inclusive quando pequena estudava numa escola que até tinha uma igrejinha, e eu ia lá rezar todo santo dia (santo dia...igreja...sacou? Vou deixar esse oco de piada no seu rabo - ass.: Guina), mas meus pais nunca me obrigaram a rezar. Eu rezava porque era um costume que tinha aprendido na escola mesmo. Por outro lado, minha mãe só exige que eu respeite as religiões alheias, não é à toa que ela vive reclamando que eu fico zoando com o McDeos e o mano Gzuiz (⌐■_■) (desculpa aí, mainha), mas não é só com o catolicismo, ela sempre fala pra eu parar de rir nas missas da minha família, que aliás, sempre são budistas. Apesar de eu não ser, curto muito essa cultura. Fazer o quê, I'm japz ¯\_(ツ)_/¯
      Heuheuhuehe, vou sofrer na boca do inferno (ּơ̑ළּơ̑) ri muito com esse acontecimento com você, meu anjo! Nem sei quem é esse bebê, mas se ele ainda estiver vivo, passe uma mensagem minha a ele que eu o considero pacas (nossa, essa doeu até em mim, acho que acabei de estourar meu pâncreas (ʃᵕ̩̩ ᵕ̩̩ )) Nosso passado nos condena.
      Eu também sempre quis mais uma menina, talvez porque eu quero lá compartilhar minhas bizarrices de ser uma mulher ΦзΦ Hahaha, mas eu também tenho um pouco de desgosto ao ! Assim, outras mulheres grávidas? Acho lindo, uma beleza. Mas em mim? EM MIIIMMM?!? Nossa, muito esquisito! :F E não quero parecer esquisita nem antes nem depois, quando meus peitos caírem e eu perder minhas limdjas curvas! (Peraí, do que eu tô falando...eu sou uma tábua ( ་ ⍸ ་ ) mas tábua sempre tem lá as suas qualidades! Tipo, os semi-peitos (nem é peito, é semi-peito) demoram pra cair com a idade!) Sério, acho que não tem jeito mesmo, podem haver as mil qualidades de estar grávida, mas não consigo imaginar um ser dentro de mim! xP Isso é inegável! Como eu mencionei lá no post, eu sentiria como se estivesse me afastando da minha alma de criança, algo que eu com certeza não quero perder! Nããão, imagina...eu...eu, gerando um ser humano...? Para. É demais. Eu posso ser até hardcore, mas esse meu hardcore tem lá seus limites! Nem é muita questão de ter a hora do parto, mas eu, gerando um ser vivo, algo IMPORTANTÍSSIMO? HUehueuhue, desculpa, mas sempre soube muito bem que nunca gostei de ter a luz do holofote sobre mim! ಠ ಠ
      Eu até curtiria a ideia de ter 20 gatos e só sorvete na geladeira (ᵒ̴̶̷̤́◞౪◟ ᵒ̴̶̷̤̀ ) (ؑᵒᵕؑ̇ᵒ)◞✧mas tenho um pouco de medo de ficar sozinha pelo resto da vida, não porque não vou ter ninguém pra cuidar de mim, mas porque eu acho que sentiria que não aproveitei nada da minha vida. E como eu disse num comment acima, sou muito dessa coisa de namorar, adoraria namorar, sempre pensei coisas boas sobre isso, mas infelizmente ainda não cheguei nessa parte cabulosa da vida (será que é por isso que pareço uma criança? ㅎuㅎ)

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    2. Hahaha, desde pequena, as roupas que eu não usava ou os brinquedos que eu não ia brincar mais, sempre doei! Eu também tenho lá meu "partidário" pra doar -wat- , que é uma menininha que só conheci uma vez na vida, mas também dôo para outras creansas. Minha mãe, eu e minha irmã já "doamos" várias coisas para uma moradora de rua, que era uma índia que estava sempre com seu provável irmãozinho, também morador de rua. Entããoo, parabéns pelo seu gesto, pouca gente faz isso, o que me deixa meio triste. Porque, com certeza, já é uma boa ajuda! É assim que nóis gosta (´▽`ʃƪ)
      Concordo também, deixem que as pessoas engravidem, mas desde que com motivos morais e desde que tenham condições pra dar à essa criança felicidade. Tipo, não adianta querer ter um filho só porque acha que um bebê é uma fofura e pra depois sair se gabando por aí com ele, porque um dia esse bebê pode crescer e virar um rebelde ಡωಡ por isso pra ser pai ou mãe, tem que estar preparado pra tudo...não é fácil, não...tô avisando...TÔ AVISANDO CARAMBA
      Caham-- quanto aos animes, também estou pouco me lascando (╭☞´ิ∀´ิ)╭☞ faz anos que não vejo anime, tirando o fato de eu ter visto Hybrid Child só porque eu estava aguardando eras! Não tô mais com a sensação e nem sinto que vou resgatar ela muito cedo, hoho!

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    3. Linda é você sua foda! *seu puliça bate na minha porta mas na verdade foi por causa das drogas* (・∀・ ) *fui presa mas continuarei dando danos morais*
      Eu fazia elas transarem em todas as historias, as vezes nem tinha motivo! Todas eram lésbicas até eu comprar o Ken (que por sinal não fazia diferença nenhuma pois ele parecia uma caminhoneira bem macha '-') Eu nem lembro quanto tempo durou essa fase, quando me dei conta tinha arrancado as cabeças delas, rabiscado suas caras e cortado seus cabelos pra não serem mais perfeitas, coisa que uma criança completamente normal faz (• ε •)
      Meus pais são espiritas ou sei la o nome daquilo, eles seguem um bagulho que ninguem conhece, mas eles falavam pra eu sempre rezar o "santo anjo do senhor, meu zeloso guardador bla bla bla" que é a unica oração que eu conheço na vida :v (não me matem ༼ つ ಥ_ಥ ༽つ) Eu acredito em Deus, mas nunca foi por causa de influencia religiosa nem nada disso, foi simplesmente por acontecimentos da minha vida e também pq é muito triste pensar que esta praticamente sozinho no mundo T^T Huehuehue McDeos :v Você não faz ideia de como eu rio nas missas. Geralmente eu só vou em missas quando visito a minha vó que vai la quase sempre, mas eu acho tão tosco que não consigo me segurar (sem querer ofender ninguem). Nem tem nada de engraçado, as vezes só rio justamente do quão sério é aquilo. Eu acho budismo legal! Quando eu tinha uns 11 anos eu e minha amiga decidimos "virar" budistas, nem me lembro do porquê. Tudo o que fizemos foi pesquisar nos uiquipédias da vida, comprar um chaveirinho do buda e *plim* somos budistas (ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧ (alguém mate esses seres burros antes que se reproduzam ಠ_ಠ)
      Eu não faço a minima ideia de quem era aquele feto de baleia, e se ele sobreviveu não deve ser difícil de encontrar huehue nem comendo muita batata doce e frango cê consegue levantar aquilo.
      Eu tenho medo de ficar perto de gravidas. Parece que a qualquer momento aquela coisa vai estourar, ou eu vou acabar dando um susto nela e o bebe morre, sei la como funciona .-. Eu até tenho umas curvas mas são tão pequenas que nem da pra notar ;-; Se eu tiver um filho, terei quando não tiver mais nada a que preservar. lá pelos 30 ou 40 e poucos anos quando minhas tetas tiverem a aparência de uma meia com uma pedra dentro e minhas "curvas" se transformares em pneus murchos. Eu nunca tive um namorado e provavelmente vai demorar pra eu ter ainda por conta das minhas exigências , mas como eu ja disse em algum coment obscuro do blog, os garotos da minha idade são crianças que não tiveram a dádiva pokemon de evoluir. Eu ainda acho que eles repetiram de ano e pararam no tempo ou eles avançaram de ano (o que duvido muito julgando suas mentalidades :v) Mas ano que vem vou mudar de escola e quem sabe tenham uns caras mais legais que curtem uma tripa seca como eu ರ_ರ
      Quando eu era menor, meus brinquedos sumiam de um dia pro outro. Até que eu descobri que minha mãe sempre doava quando "julgava" que eu não gostava mais só por não brincar por um dia ;-; Eu chorei tanto que a partir daquele dia ela disse que eu mesma ia doar e eu acabava não doando nada e até hoje eu tenho um monte de brinquedos guardados ainda, mas que ja doei bastante pro meu semi-filho ΘεΘ Agora me lembrei quando minha amiga deu 10 reais pra um morador de rua, e o cara não estava acreditando e até chorou! Eu dei dois reais pq eu tava sem dinheiro no dia! Minha amiga ja tem uma vaga pro céu °--°

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    4. continuando <_<
      Eu vou deixar meu filho ser o que quiser,pode ser e escolher qualquer coisa (que na verdade é o minimo que qualquer pai deveria fazer) desde que seja uma boa pessoa. se ele quiser fazer cirurgia de inversão do sexo, vou deixar ele a moçoila mais lindja do mundo (• ε •) se quiser ser um vagabundo que joga vídeo game o dia todo, eu vou jogar vídeo game junto com ele e de pouco em pouco serei processada pelo conselho tutelar (・∀・ )
      Só to conseguindo ver yaoi mesmo pois é a unica coisa que me da boas sensações assistindo ( ͡° ͜ʖ ͡°) de resto, fico cansada em menos de 2 minutos assistindo. E eu achando que até quando eu estivesse com 70 anos ia estar la com um gorrinho do pikachu na cabeça colecionando bonequinhos. É.. As coisas mudam galero

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    5. oda é você, sua linda ( ͡° ͜ʖ ͡°) *é processada por danos morais pela super infinitíssima vez, e Mika ainda não se arrepende* *Agora Mika está na cadeia, mas também praticando danos morais nas presas puliça visitante tuto botando mãozinha pra fora*
      Eu vivia judiando das Barbies, coitadas. Mas às vezes dá até uma pena de mim mesma de tão nada a ver que eu era, porque quando eu era criança eu era masoquista (peraí, toda criança é masoquista (・_├┬┴┬) e vivia me zoando, colocando uns braceletes loucos feito de papel e me enrolando na toalha de banho achando que eu tava bombando na Índia! E eu achando que estava perfeita...e o pior é que a toalha era grande, então eu ficava pisando naquela toalha lá sem medo de cair...se eu fosse mãe de mim mesma, ficaria tipo "isso, menina. Vai confiando...um dia você cai, tropeça, bate a cabeça e vai parar na UTI...isso, confia mais... ( ͡ʘ ͜ʖ ͡ʘ)"
      Antes eu conhecia as treze forma de rezar (desculpa, mas nem lembro se era 13 mesmo, e muito menos se se chamavam "13 formas de rezar"), mas com o tempo eu fui parando de fazer isso porque eu saí daquela escola, que aliás, era só até o pré, e fui pra uma realmente "laica". Eu amava aquele colégio, vivia subindo no pé de jabuticaba comendo crepe e tomando meu dolly, dolly guaraná dolly, o melhor, dolly guaraná o sabor brasileiro, sou o dollyinho seu amiguinho deliça de doer, mas ê patinho caro! ಠqಠ
      Nossa, eu vivo rindo nas missas de budismo. É porque eles têm uma forma de rezar tão exótica que parece que tá tendo uma orgia de véios cujas pirocas e xerecas explodem porque não aguentam tal convulsão da cabreira (alguém me explique o que é isso), e não é como se eu desrespeitasse, eu até curto na verdade, mas simplesmente NUM DÁ, uhuhu (´∀`) também tem outro motivo que é exatamente o que você disse, eles parecem tão sérios que dá vontade de rir, hahaha! xD É como se eu estivesse lá pra testarem o nível da minha seriedade!
      Antes se tornar budista desse jeito do que se transformar naquela indiana acima ^^^ ಠuಠ podes crer, se qualquer um fosse meu pai, já tinha sido enterrada viva na terra a 50 metros da superfície! Ou seja, eu sendo enterrada aos 8 anos de idade ou morrendo velha, ia chegar no meu destino de qualquer jeito!
      Heuehuhue, vou sofrer na boca do inferno dobrado (ּơ̑ළּơ̑) Eu senti essa minha risadinha! Tô mesmo é opaca com isso aí, ter que comer batata e frango só pra levantar vosso "feto de baleia". Droga, eu vou rir de novo. Não posso. Não posso. Não. Não posso.
      Dane-seeeee ヽ(´∇´)ノ (∇´ノ) ヽ(   )ノ (ヽ´∇) ヽ(´∇`)ノ tô condenada mesmo, que venha esse fogo gostoso na minha bunda! (Prevejo religiosos fanáticos pirando e vindo me caçar pra libertar o diabo de mim na caminha da tortura, huehuhehue!)
      Bom, munca tive esse medo não ÖLÖ Nem nunca pensei nessa probabilidade de estourar bem na minha cara também! Mas se bem que...hum, melhor se precaver, né?(✿◡‿◡)
      Dada tal exigência, acho que eu deva ter umas mil nesses termos 눈‸눈; Aí as pessoas falam "Mas Mika, nenhum man é perfeito!!!", e eu falo "eu sei", e pior que nem tô procurando o homem perfeito da minha vida mesmo, só quero um que não seja ignorante e que aceite que eu veja pirocas se beijando à vontade! Apesar de eu já ter talvez encontrado "minha resposta", não acho que tô na idade, mas bô aproveitar essa festa que é a vida, Uhuuuuus \o/

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    6. Fico pensando nas bíblias que faço...cada vez piores, como imaginei ᕕ( ͡° ͜ʖ ͡° )ᕗ
      Hahahaha, aí sim, hein! xD Eu acho que cada um nasceu lá com o seu jeito de ser feliz, uns mais extrovertidos, outros menos. Nem sempre sair afora indo ao parque com os amigos é sinônimo de felicidade! (Mas pelo menos tomar um solzinho de manhã pra tirar aquele mofo carnudo dos irmãos, né? e_e Já tá ótimo!)
      Boas sensações...ahã. ( ͡° ͜ʖ ͡°) Pior que nem yaois de grande valor orgasmico eu tô vendo, tô vendo mais os sentimentais. Essa sou eu no fim de ano. Mas pode deixar que ano que vem vou bombar com as putarias gays e tudo, porque hoje é um novo dia de um novo tempo que começou!
      Minhas experiências atuais também dizem o contrário, fujoshi ( ͡ಠ ʖ̯ ͡ಠ) Eu acho que não vou conseguir chegar aos setentão cantando as opening tudo e jogando simulador bishounen! Primeiro: posso morrer de mal de Parkinson a qualquer momento. Segundo: Eu vou estar ocupada fazendo meu cooper pra ficar pra sempre saudável e só pra ganhar o título internacionl de véia que mais viveu no mundo, ohoho ( ՞ਊ ՞) Até eu ter 1 século de vida, eu vou estar lá ainda, na marra, praticando um balé fera e andando de bicicletinha como um sonic à procura da esmeralda do chaos (meldels, quem ainda lembra disso?! Que atirem a primeira pedra! ಠ_ಠ)

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  6. Ótimo post =D
    Eu penso quase totalmente da mesma forma, mas eu não quero ter filhos, nenhunzinho, não quero engravidar (a ideia já me dá calafrios, uma coisa dentro de mim além de mim mesma, apavorada @_@) e nem adotar. Eu também nunca fui de instinto maternal, eu brincava de bonecas quando era pequena e brincava de outras coisas também (e nunca me julguei agindo ''como menino'' ou ''como menina'', apenas como eu), mas as minhas bonecas nunca foram minhas filhas, elas tinham profissões, viajavam, faziam coisas malucas e namoravam cabeludos lindos (huehuehue, a paixão extrema vem desde que eu nasci, ''acho'' que eu fui uma criança meio pervertida, era só aparecer um cabeludo XD) eeeee... não tinham filhos. Mas o que eu sempre gostei de brincar mais do que tudo envolvia roteiros de filmes e teatrinhos que meus amigos adoravam (interpretação? sei lá que nome dar a isso, tanto faz -.-), ou seja, desde criança eu já tinha uma ''alma'' de escritora, eu criava coisas, escrevia coisas e colocava todo mundo (inclusive eu) pra interpretá-las, então é um amor muito maior que vem desde ''sempre'' e eu pretendo sempre me dedicar a ele (e a mim) em primeiro lugar. Eu nunca me imaginei de verdade sendo mãe, a palavra referindo-se a mim me dá calafrios =B A minha família, ao menos o círculo de pessoas mais próximas, não é muito grande, mas todos tiveram filhos e esperam que eu engravide também, sinto decepcioná-los XD Na verdade não acho que é uma decepção tão grande assim, é só o caso ''natural'' de achar que todo mundo quer engravidar e ter filhos, mas tudo bem. A coisa é que, sim, eu posso mudar de ideia futuramente, mas essa é uma das ideias mais praticamente impossíveis de mudar, para mim. Sim, eu quero dar toda a minha atenção para a minha vida de escritora, para mim e para o meu amado, quero viajar, fazer coisas excêntricas e transar em qualquer lugar da casa sem preocupações <3 Eu já mostrei meus argumentos pra o meu namorado e ele concorda comigo em não ter filhos, de qualquer modo, sempre defenderei meu ponto de vista até o fim (eu sou boa em persuadir, hohoho =V). Bem, adoção é uma coisa linda mesmo, admiro quem pensa em adotar e fazer uma pessoa necessitada feliz, porém eu não poderia adotar, eu não acho que sou capaz de dar amor pra um filho, sério =P Eu não me dou bem com crianças, eu não as odeio, só que sempre tenho que agir estranho com elas huahuahuahua Eu sempre gostei de ter poucas pessoas ao meu redor, tenho poucos amigos, mas são pessoas que estimo muito. Apenas a ideia de ter uma criança no meio da minha vida com o meu amado não dá certo, e sabe como é, você vai fazer de tudo para que a criança seja uma pessoa inteligente e esclarecida, mas sempre tem a chance de deslanchar tudo T_T E, mesmo que um anjo cabeludo descesse do céu (minha gente huahuahuahua) e declarasse que eu terei o filho ou filha mais perfeita do mundo, não, obrigada. Não se encaixa em mim, não dá, é muita invasão de privacidade XD Todas as pessoas que tem filhos sempre dizem que é gratificante e tudo mais, mas eu acho assustadora a ideia de deixar de ''achar graça'' em tudo ao meu redor apenas para achar que aquela criaturinha é o único raio de sol existente D: Talvez esteja parecendo meio ''apavorada'', mas às vezes eu não consigo me expressar direito... Whatever huahuahua

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    1. Perdão, escrevi muita coisa e tenho que continuar o comentário aqui huahuahua XD

      Então, não XD Para mim (para mim, falo apenas de mim \o/), não há felicidade em ter filhos, eu não conseguiria amá-los e as criaturas cresceriam traumatizadas e psicopatas XD (ou seja, world, estou fazendo um favor não tendo filhos, de nada :3)
      O que me parece realmente gratificante é ver aquele livro que eu tanto sonho em publicar (e terminar de escrever huahuahua) agradando as pessoas e apaixonando as pessoas e conseguindo fãs e mais fãs. É me ver como uma escritora conhecida e admirada, é ver as pessoas comentando sobre os meus livros, dissertando sobre os personagens e tudo mais =) Considero os meus amados personagens como filhos, são filhos diferentes, eu adoraria que eles fossem reais, mas como amigos, como filhos eu não quero nem que me paguem huahuahua Então é isso, o meu amor é para os livros <3
      E tem a coisa de animais de estimação também, eu tenho 7 gatos e esse é o tipo de filho que eu quero =) Quero viver apenas com o meu amado e um milhão de gatinhos <3 huahuahua Eles aprontam muito, bagunçam, às vezes me irritam, mas eles são diferentes. O amor que eu tenho por eles é maior que a irritação. Se fossem pessoas, a irritação seria maior que o amor. Portanto, é isso aí XD

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    2. Meu Deus, quem é você, de onde veio, por que está aqui, como me encontrou?!? Porque eu penso igualzinho a você nesse quesito de construir uma família O_o claro que eu já mudei um pouquinho, mas essa minha visão ainda é a mais predominante!
      Tipo, eu sempre pensei numa vida tranquila com meu queridão (ou sozinha, porque vai que ;-;), cheia de emoções, aventuras e paixões. Então caso eu tivesse um filho, eu sentiria que tudo isso iria por água abaixo já que ter um filho exige muito do seu tempo, do bolso e de amor. Assim como você, o movito não tem nada a ver com ter um ódio profundo de crianças, mas apenas porque não tenho aquele instinto materno. Eu vejo aquele bebê tão frágil, tão inocente, e fico receosa de pegá-lo, sinto que minhas mãos são brutais demais pra cuidar de uma criaturinha dessas! ಠ_ಠ e eu também tenho essa coisa de ter poucas pessoas ao meu redor, tanto porque tenho momentos que quero dividir apenas com algumas pessoas ou sozinha. Mas bem que isso é meio impossível já que minha mãe sempre deu um jeito de me meter com palhaçada no meio de todo mundo! Deve ter sido assim que eu perdi um pouco -na verdade, muito - da minha timidez, lol!
      Bom, mesmo assim, tenho lá aquela vontade de adotar...Ainda não é tão grande, mas acredito que lá na frente, minha vontade vai ser maior ainda. Mas mesmo assim, nada será tão enorme quanto a vontade de querer aproveitar a vida. Tipo, quantos outros sonhos eu quero realizar, como viajar, ir a eventos, ir a um teatro (até hoje só fui a um, e das outras vezes não contam porque era eu quem participava da peça, mas eu juro que minha paixão por teatro é inabalável (≧∇≦)), andar de jet ski, soltar de bungee jump, participar de um concurso de desenhos, sair dançando na rua (é, eu tenho esse sonho), finalmente fazer meu mangá e esperar que ele seja publicado, comprar mil produtos do Japão com meu próprio dinheiro! E eu teria que abdicar mais da metade dos meus sonhos por causa de uma criança no meu colo? :/ Não que seja culpa dela, não que eu a odeie, mas até mesmo aquele casal que sempre desejou ter filhos, sempre vai querer um espacinho pra realizar seus anseios. Eu sei que parece egoísta da minha parte, mas como posso dar felicidade a alguém se eu ainda nem completei a minha, né? Difícil! :P
      Por isso a ideia mais maravilhosa que eu tive até agora é essa: se eu for adotar, vou adotar já velha! Quero dizer, só vou adotar quando já estiver completamente realizada e quando já sentir que não tenho mais tanta energia assim pra fazer as coisas radicais que tanto gosto (mesmo que, até os 80, espero estar fazendo cooper de manhã com o bonde das véinha tudo). E mais, porque até lá já vou ter passado, digamos de olhômetro, por tooooodas as coisas na vida e terei muito mais experiência pra auxiliar uma pessoa no seu caminho para a vida do que quando eu teria ainda, tipo, 18 anos de idade! Além do mais, se eu já estiver lá pros meus cinquentão, eu vou ter mais tempo pra dar amor e carinho pro meu filho do que se eu ainda estivesse na faculdade, etc...e o mais importante: até os cinquenta, eu já terei desfrutado muito de sequiçu daora ( ͡ʘ ͜ʖ ͡ʘ)
      quero dizer, é uma ideia maravilhosa pra mim! (*^-’) 乃 Ainda mais que idoso fica parado fazendo nada, filhos são o que podem dar mais cor à vida tediosa de um senhor ou de uma senhora de idade. Por isso, eu acho que eu com idade pra ser vovó, seria uma melhor mãe! xD A minha juventude nunca se limitará só ao físico!
      Mas eu compreendo muito bem sua posição, e se você sabe que nunca teve o jeitão de ter filhos, fazer o quê, né? A vida tem dessas coisas! :D Fico feliz por seu namorado também compreender seu lado, porque não tem quase nada mais preocupante quando um quer ter filhos e o outro não. Felicidades aí pra vocês \o/

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    3. Respondendo as perguntas iniciais, eu sou uma viajante do futuro que veio avisar que, futuramente, o yaoi vai dominar o mundo :3 huahuahua (que falta de criatividade =P)
      Então, esse é um dos piores pontos, eu gosto muito de gastar comigo mesma, pra o meu próprio prazer, pra miiiim, e não conseguiria abrir mão disso por causa de uma pequena criaturinha que vem roubar a minha liberdade, felicidade e privacidade com uma promessa ilusória de que me presenteará com um tipo de felicidade rara e exclusiva que me embevecerá além do que eu posso compreender em minha simplória ignorância do momento XD Não caio nessa não, eu sei que você só quer me drogar, sai =V
      Putz, quando você vai à força é horrível, tenho sorte de a minha mãe saber que eu sou reservada e não tentar me forçar huahuahua Mas aí ela descompensa essa sorte em outras coisas, enfim =/ Eu só pego no colo um ou outro bebê que seja de alguma pessoa próxima e só uma vez pra a pessoa não fazer escândalo (tô dizendo, filhos te deixam pirada huahuahua), mas eu não tenho prazer não =P Me mato de amor só de olhar pra filhotes de animais, mas humanos não é comigo huahuahua Prefiro olhar pra humanos mais crescidos do sexo masculino que me agradem =V
      Bem, eu acho que eu não estarei preparada para ser mãe e ''fora do pique'' para mim mesma nem às portas da morte huahuahua E nem vou querer ter filhos em um impulso arrependido às portas da morte, coitada da criança ter uma mãe morta subitamente =P E não tenho medo de parecer egoísta, ''sociedade'', tem um monte de pessoas aí querendo dar felicidade para os filhos, e também não caio nessa conversinha sem noção de ''nha, mas tem gente que não pode ter filhos e você pode e ainda desperdiça a chance?'', pois me agradeça por estar usando o bom senso que você desperdiça, bjk, bjk, deixa eu me retirar daqui divando u.u huehuehue
      Obrigada, é muito bom mesmo que ele tenha a mesma opinião que eu sobre filhos =) Pois espero que você seja feliz publicando o seu mangá, comprando mil coisas, dançando na rua e tudo mais <3 huahuahua

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    4. Mas quem disse que o yaoi...não vai mesmo dominar o mundo? ( ͡° ͜ʖ ͡°) *Risada maléfica appears*.
      Hahahah, principalmente privacidade! xD Isso aí é o que mais importa pra mim! E pra transar? Devo dizer que só trancar a porta não resolve, vai que a parede é fina ou que o bicho que ouve demais! Além do mais, e pra assistir um filme na madrugada daquele dia de folga que o chefe deu, não vou poder porque na manhã seguinte tenho que acordar cedo pra fazer cafézinho da manhã do filho? Até eu tinha dó da minha mãe por ela fazer curso até muito tarde e ter que acordar cedo só pra me acompanhar na mesa! Mas é brincadeira...oloko, meu (eu tive que ( ͡ʘ ͜ʖ ͡ʘ))
      Enfim, eu acho que acabaria ficando muito depressiva no futuro caso eu tivesse que conceber todo meu direito de realizar minhas cobiças desde criança à Belém por causa da minha criancinha querida! Talvez seja por isso que eu sempre dei presentes, muitos beijos e abraços diários e uma cozinha e quarto bem arrumados pra minha mainha ༼⌐■ل͟■༽ às vezes a gente tem que sentir na pele como é difícil cuidar da vida quando se tem um filho! Mainha que o diga, mas ela me ama, eu say, hueheue!
      Eu também sempre fui assim! Sempre achei mais fofurinha bichinhos filhotinhos do que um bebê. Me coloque perto de um bebê e perto de um cachorrinho. É muito mais fácil e confortável eu brincar com o cachorrinho, nem que ele me morda 5 vezes na mão, do que um bebê que sei que poderia chorar a qualquer movimento brusco que eu fizesse. Sério, porque sou muito desengonçada! Crianças precisam de proteção, e acho que isso não é algo que dou muito a elas (̿▀̿ ̿Ĺ̯̿̿▀̿ ̿)̄
      Bom, não exatamente xD Acho que cinquenta é uma idade boa pra se ter filhos. Digo, no meu caso, e adotando. Até minha filha ter uns 30 anos, eu vou estar viva ainda (seja quem Deus Buda Alá quiser), e pretendo viver muito mais também! Até parece que vou ser uma senhora que vai ficar parada, não, não, não u_u Vou ser uma vovozinha ativa! Até lá, espero que minha filha já esteja na faculdade e pronta pra viver sua vida. Aí sim, eu poderia morrer tranquila.
      Verdade, parecem pessoas que falam "droga, ele é gay, que desperdício de beleza!", e não que eu ache que tenha realmente a intenção de ofender, mas chega a ser ofensivo, sim xD É como se você estivesse obrigando a pessoa a fazer ou ser uma coisa que ela não é e nem gostaria de ter/ser! De qualquer forma, a vida é curta demais pra ficar discutindo por coisas banais! (」゚ペ)」

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  7. Eu entendo a Mika.
    Não quero engravidar, não me vejo assim.
    Prefiro adotar uma criança e da amor a ela, oque ela provavelmente nunca teve em um orfanato.
    E eu jamais deixaria ela sem carinho, e para ver se ela não aprenda essa maldade do mundo na escola, eu até me inscreveria para ser ajudante na escola dela.(Sim, quero ter uma garota para encher de frufru, mas eu até teria um garoto para ela não se sentir sozinha, claro que eu daria amor também e faria ele respeitar as mulheres.)

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    1. Nunca tive o pique pra me ver grávida! Nas outras mulheres eu acho lindo, mas em mim seria algo seriamente preocupante! Não querendo ofender, claro T_T Mas também não tenho a menor vontade de ficar grávida desde sempre, então acho que eu nasci mesmo é pra adotar!
      Hahaha, eu entendo sua proteção '3' A verdade é que, de tantos pais de mau caráter que existem, que despejam seus filhos como se fossem um mero objeto, ou que acham que servem pra ser um depósito de mágoas ou pancadas, eu tenho vontade de mostrar a eles o que é realmente uma criança feliz. Varia de pessoa pra pessoa? Sim, varia, mas não é porque ela é adotada que ela automaticamente vai me odiar por isso! Muitos têm essa ideia errada de que ser adotado é triste...se eu descobrisse que fui adotada, não ficaria nem um pouco triste, muito pelo contrário! Alguém está me dando amor naquele momento, e é isso que importa! Claro que eu poderia pensar que minha mãe biológica pode ter me "descartado" ou abandonado, mas eu sempre penso que o copo tá meio cheio, e não meio vazio! ಠ_ಠ O que importa é que eu não estou na rua lutando pela sobrevivência ou num orfanato "esperando" minha família chegar....se bem que tem muitos orfanatos que são melhores que algumas casas ae ಠuಠ
      Bom, eu sempre fui meio neutra nesse quesito, então nunca gostei muito dessas frescurinhas de menina xD Mas eu também encheria ela de kawaiizices! Maquiaria ela (não exagerado que nem muitas mães fazem ;-: crianças já têm cara linda, pra que passar pó), daria vestidos de princesa pra ela se quisesse, mas só não deixaria usar salto alto, porque faz mal pra formação do pé! u_u Mas se ela fosse tipo, transsexual, eu também adoraria comprar roupas estilosas de menino ou jogar bola com ela - ops, ele - porque tenho lá esse lado masculino! 9w9 Bom, o que importa é que a criança se sinta bem, então eu acho que seria aquela típica mãe que compra roupas mais pelo fato de ser 100% algodão do que se tem hello kitty estampada na camiseta Ç_Ç

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    2. Concordo com tudo, eu li seu post falando sobre isso e eu amaria meus filhos mesmo se eles virassem, não iria esconder nem nada(E olha o pau pessoas que ficarem judiando das crianças assim) Então eu sou mais pro lado meio rockeira, mas também gosto de pop e as coisas vão..
      Eu cuidaria dela até ela encontrar qual a personalidade dela, e irei aceitar.
      E quando ela começar a namorar vou querer CPF, data de nascimento e até para que time ele torce, sou mais protetora que policial.
      MENINOCUIDADO! ಠ_ಠ
      Eu já vi casos de varias novelas(Ta ai Alto Astral) Que a menina foi largada pela mãe, mas ela insistem em saber quem e.

      A FEW MOMENTS LATER:

      POHA CARAIO PRA QUE PROCURAR UMA FIA DA PULIÇA DESSA QUANDO JÁ SE TEM FAMILIA QUE TE DA AMOR?
      CARAIOOOOOOOOOOOOOOO

      Cof cof...
      Já me recuperei.
      Até mais Mika.......

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    3. Dizem que crianças não têm sexualidade (・_・ヾ E eu até que acredito nisso! Se quando criança já gostei de personagem, gostei de menino mas também fui apaixonada por aquelas menininhas moe de anime, quem garante que eu iria ser bi? Por essa coisa de "brincadeira de menino" ou "brincadeira de menina" nunca fez sentido pra mim, crianças são crianças, elas só querem se divertir e ser feliz, não importa com o quê ou com quem. Eu tenho dois amiguinhos que na verdade são filhos de uma amiga da minha mãe, e eu e minha irmã conhecemos os dois desde que os dois nasceram, posso até nos considerar primos se pá, hahaha! Um deles brincava de boneca com a gente numa boa, e adorava à beça. Enquanto isso, quando eu era criança, eu gostava de agir como menino e sonhava em ter uma arminha de brinquedo, tipo nerf, sabe? (pena que naquela época isso ainda não existia, então queria uma de água mesmo ;-;) Quero dizer...explica isso, Judite?
      Hahaha, entendo essa superproteção, mas só um conselho que dou, proteção demais pode acabar tirando a privacidade dela ಠ_ಠ é essa superproteção de muitos pais acabam sendo obstáculos para uma relacionamento saudável de seus filhos, e muitas vezes, agentes para um fim de um relacionamento. Porque ninguém gosta de ter um "stalker" no pé querendo saber da sua vida toda (e isso pode ser considerado assédio moral, inclusive!). Não é à toa que muitos desde cedo querem "se tornar independentes" ou vivem argumentando com seus pais por causa dos namoradinhos ou namoradinhas xD Mas quase todos os pais são assim, lol! O importante é o limite!
      Então, né? ರ_ರ PRA QUÊ, GEMTZ?! A mina já tá lá com uma família, pra que achar a verdadeira, a não ser que a menininha queira descobrir! Mas isso não vai mudar nada na vida dela, acho que só caça mais treta, hueheuhue!

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  8. Ainda acho que fomos separadas na maternidade masok...
    Bem como já é de praxe, sua maneira de pensar é quase idêntica a minha e crescemos praticamente do mesmo jeito: Molecas, achando brincadeiras como casinha nonsense, família pouco religiosa e que nunca deu muita bola pra valores familiar.
    No entanto, eu não tive falta de amor durante minha vida e, de certa forma, também gostaria de passar isso pra alguém. Como você falou, essa decisão de ser mão também não está muito concreta na minha cabeça. Mas acredito que é bem provável aconteçer. Por mais que, mesmo sendo criançona, eu não me dou muito bem com crianças, isso não significa que eu não goste delas. Pelo contrário, gosto muito, mas me identifico mais com crianças mais espertas e quando não isso, as quietinhas.
    Quando eu era mais nova, sempre dizia pra quem quisesse ouvir que gostaria de ter um filho biológico e um adotado, mas que não conseguia me imaginar grávida. Sim, desde cedo a ideia de adotar estava firme e forte no meu coração, mas não dispensava ter um filho biológico, por mais que ainda não conseguia criar uma imagem mental de mim parindo um bebê. No entanto vieram as notícias sobre minha esterilidade e ter um filho biológico se tornou um sonho impossível e 100% inconcebível. Ainda era muito nova e, como disse, esse negócio de ter filho ainda não tava tão sério assim, por isso nem me incomodei muito. Minha esterilidade me ajudou a amadurecer e encarar as coisas de uma maneira diferente e levar a adoção ainda mais a sério (pra quem acha que eu não poderia ter outra opção se engana. Eu poderia ter me tornado amargurada e me fechado completamente a ideia).
    Adotar no entanto é sério e acredito que necessite de uma preparação total de ambos os pais para lidar com as eventualidades que decerto ocorrerão. Mas sinceramente, vale a pena. Se de vez em quando fico em dúvida se deveria agregar filhos a família ou não, a expectativa de que meu amor mudará a vida de alguém sempre me conquista. Tenho certeza que qualquer escolha que eu fizer será a correta e, se por um acaso realmente adotar, amarei meus filhos com tudo que eu posso pois minha intenção será sincera .
    E sobre a gravidez, não acho ela ruim, pelo contrário. Num relacionamento mãe filho onde o amor está envolvido, a gravidez forma um sentimento fortíssimo principalmente da parte da mãe, afinal carregar uma cria por nove meses não é fácil. Mas não acho que uma cirança adotada perca em algo para a biológica. No fim, mãe é mãe. E enquanto eu acho a gravidez algo muito bonito, acho mais bonito ainda a adoção. É um sacrifício tão grande da parte dos envolvidos e que vai contra tantos aspectos culturais (e retrógrados) da nossa sociedade que se torna num ato verdadeiramente nobre que deveria ser copiado mais vezes. Afinal, como você mesma disse, estaríamos nos atentando aos problemas reais: as crianças abandonadas que já estão vivas sem niguém para amá-las. A diferença que faremos ao adotar uma criança é imensurável, é como se estivessemos a concebendo de novo, lhe dando a oportunidade de um futuro e um presente. Se isso não for ter um filho, não sei o que é.

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    1. Nada melhor do que hoje mesmo a net ir para o beleléu. Lá vamos nós escrever pelo iPad mesmo ;-;
      Gente! Até chorei aqui de tanta emoção! (´°̥̥̥̥̥̥̥̥ω°̥̥̥̥̥̥̥̥`) Você já tirou as palavras da minha boca, acho que nem preciso reforçar porque você já o fez por mim. A mim, não importa de que forma veio ou de que forma ocorreu, se é amor, é amor e acabou! :D Posso não me desejar grávida, mas eu vejo aquelas mães grávidas loucas pra ter um bebê e fico admirada com o tamanho amor que aquela criança vai ser recebida ao mundo quando sair da barriga. E é assim com criancitchas adotadas também. Acho um ato tão lindo que quando aquela criança é adotada, vejo naqueles olhos e sorrisinho puro dela o quanto ela se sente realizada! Por favor, é como se aquela criança tivesse acabado de nascer de novo!
      Se eu adotasse, seria um imenso prazer pra mim ter um adolescente em casa ~w~ Comparada a muitos anseios, não tem coisa maaaaaais desejável na minha vida do que cuidar de um adolescente, pode parecer loucura, mas do jeito que eu sou, entenderia-a(o) perfeitamente e daria todos os conselhos que se pode dar para uma juventude saudável e feliz ^^ Não seria o tipo de mãe que trancaria o filho em casa, que bateria nele por ter tirado uma nota baixa e que teria vergonha de falar sobre sexo, homossexualidade e outras coisas mais polêmicas (que podem parecer chocantes, mas são totalmente normais ( ´_ゝ`)). Mas o mais importante que eu ensinaria, é que se deve dar valor às pessoas. Ensinando isso já se tem meio caminho andado para o sucesso amoroso, familiar e profissional.
      Sim, ambos os pais devem estar preparados para tudo, para o que der e vier. Vão ter horas que vão doer, e você precisará levantar, porque filhos não são perfeitos e não nascem sempre do jeito que a gente imagina. Se acontecer alguma coisa com o filho que seja algo indesejável para os dois (como acontece com muitos pais ao receberem a notícia de que seu filho é gay), eles têm que estar preparados psicologicamente para uma boa conversa! Não adianta querer sair batendo no filho, isso não resolve, só intimida-o. O que vai fazer ele parar de fazer tal coisa ou outra não é o fato de saber que não pode/é errado, mas sim, o medo de ser agredido pelos pais de novo. Afinal, chinelada não vai fazer um ato dele ser revertido ou com que uma característica biologicamente natural dele saia sua sua alma que nem mágica! (°<°) Independente de ter seu sangue ou não, pessoas continuam sendo individuais, são i-n-d-í-v-i-d-u-o-s, cara! ಠuಠ Nós temos que respeitar as diferenças de cada um. Os filhos têm que respeitar os pais, assim como os pais têm que respeitar os filhos TAMBÉM. Pelo menos, na MINHA casa, não vai ter essa coisa de "superior", não! Eu quero ser mais que mãe, quero ser amiga dos meus filhos!
      E eu também sou igual a você nesse quesito! Tipo, eu até penso sobre ser uma mulher que poderia fazer milhões de coisas só por não ter filhos pra cuidar, mas quando penso que um ato corajoso como a adoção pode mudar completamente a vida de uma pessoa, nem que seja umazinha só, meu coração muda de rota (profundo, hein ಠ_ರೃ).

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  9. [Parte 1 do comentário, continua na parte 2]
    *espreita timidamente*
    Err, Mika-chan? Eu sei que nunca viu o meu nome em lado nenhum, a verdade é que eu sou uma leitora fantasma do FN há cerca de 6 meses, e também posso ser considerada fã, já que assim que conheci o blog, comecei a ler todas as postagens até à primeira de todas.

    A minha memória é péssima, e talvez me tenha esquecido de montes de detalhes sobre você, mas algumas coisas eu sei bem: Uma é que você tem um talento enorme para me fazer morrer de rir, seja com a ironia, franqueza e vocabulário que usa em posts mais elaborados, ou com as suas artes desmotivacionais >.< A outra coisa que eu sei é que você escreve muito bem. E pensa muito bem. Talvez seja um bocado difícil de entender o que eu quero dizer com "pensar bem", não deveria haver bem nem mal, mas eu acho que quem pensa melhor é quem consegue ter pensamentos equilibrados: tomar as suas próprias decisões, fazer os seus próprios julgamentos, sem nunca deixar de considerar as opções das outras pessoas.

    E eu identifico-me tanto com algumas das suas postagens! Ainda há pouco vi aquele post sobre o estupro nos yaois, e muitos outros, e sempre senti vontade de comentar, mas digamos que sou uma pessoa ocupada, e não deu. Mas neste post eu senti que pensava de maneira tão parecida com você que tomei coragem para aparecer, se é que se pode dizer assim.

    Eu não digo que se relacione com a minha família - pelo menos parte dela também é bastante apegada a filhos e assim - será mais pelo facto de que eu quero ser médica, uma profissão que exige uma média muitíssimo alta aqui em Portugal, e vou estar demasiado ocupada para ter filhos. Nunca na minha vida perderia tempo para estar grávida! Além disso, eu não quero casar, mesmo a minha mãe diz para eu não o fazer, até porque eu não quero ter de viver com o mesmo homem a vida toda. Eu quero uma vida que posa dedicar aos meus talentos, àquilo de que gosto, e quero passar esses meus gostos e talentos para outras pessoas.

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    1. [Parte 2 do comentário, tive de dividir porque era grande demais]
      E quero adotar por vários motivos, sendo o primeiro deles querer passar os meus gostos e aprendizagens a alguém. Mas também é porque quero fazer crianças felizes, crianças que precisem de carinho e de condições. Tal como você diz, os bebés não precisam de nada, porque são os pais que os querem e fazem, mas há montes de crianças no mundo que precisam verdadeiramente de ajuda. E embora eu não tenha um instinto particularmente maternal, quero muito poder amar uma criança e educá-la para ser um adulto "humano", não um idiota como muitos que se vêm por aí. Além disso, eu quero viver para sempre com a minha mãe a minha irmã - sempre fomos só nós, e temos uma espécie de projeto em conjunto em que cada uma terá o seu papel, portanto acredito que continuaremos a ser só nós eternamente, sem serem necessários homens ou assim. Então, mesmo quando eu não puder fazer papel de mãe - por estar ocupada, ou lá o que for - a criança poderá sempre contar com a minha mãe e irmã. E acho muito mais significativo adotar uma criança do que ter um filho de sangue, o que talvez tb tenha o seu lado bonitinho, mas me parece algo que se faz apenas por ser o normal numa sociedade. Bem, eu explicaria melhor, mas estou a ficar com pouco tempo.

      Então, fora o facto de eu admirar imenso a sua opinião sobre quase tudo, vou só dizer mais umas coisinhas. Eu sou fujoshi há alguns meses, ainda nem um ano faz, embora esteja quase. E no começo era aquela fujoshi bastante tímida que adorava shonen-ai (e ainda adora), como No.6. O shion e o nezumi são personagens que prezo imenso :3 Mas tenho de agradecer ao seu blog por me ter chocado tanto quando o conheci. Haha, eu ainda tão inocente e a ter de lidar com algumas imagens que você punha aqui >.< Bem, eu é que insisti, não me posso queixar de ter perdido alguma da minha inocência. Enfim, se não fosse o seu blog, eu não teria firmado a minha opinião sobre muitas coisas, nem teria conhecido tantos mangás yaois, e embora eu ainda me considere uma principiante, acho que já sou digna de ser chamada de fujoshi mesmo.

      Era isto :) Ah, o meu blog principal chama-se Forever Sapo!

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    2. Oya, seja bem-vinda ao nosso diário! (・ω・)ノPrazer em conhecê-la, sei que já é tarde, mas fiz o máximo pra responder os comentários enquanto eu estava fora de ar. O problema é que não tinha como fazer isso no celular, até porque a internet caía toda hora, então (╥_╥) desculpe-me a demora!
      Wow, 6 meses? Bastante tempo! ಠ ಠ Meus primeiros caracteres no Fujoshi Nonsense foram lá pro começo do ano de 2013, chego a ficar pasma como quase todo mundo que vem comentar dizer que era leitora fantasma ja há muito tempo, haha!
      Bem, não creio que eu engravidando seria uma boa ideia, primeiro que eu sempre tive um pouco de medo de gravidez e acho que eu não teria tanta paciência assim pra aguentar 9 meses tendo que estar "saudável" e mesmo assim sair vomitando mil vezes por semana sem dormir direito :V Não compreendo muito bem aqueles que veem seus bebês (geneticamente provindos) como os próprios pais, como seus "Eus" pequeninos, como vi em escrito em algum lugar. Se eu tiver filhos, vou criá-los como uma vida à parte, não como se fossem propriedade minha. Coisa que pode parecer não mudar muita coisa, mas muda; cada indivíduo é um só, não tenho direito algum de tirar deles a individualidade que eles nasceram com. A única coisa que devo ao meu filho é condições pra viver e amor incondicional, sempre dando conselhos da vida em base experiencial, não apenas um "sim" ou "não" sem explicação ou "ordens", só sabendo olhar para os erros e dizer um "não pode" superficialmente. E castigo, chinelada, tudo isso é coisa de era medieval, estamos em pleno século XX e pessoal ainda acha que bater é a única forma de educar uma criança. Conheço pais que criaram sua filha sem ter que pegar em um cinto e comparo-os com outros pais que dizem coisas horríveis aos seus filhos e agredem, ofendem e os isolam como se fossem leões a serem domados. Digo, wtf, essa tal filha cresceu super bem, feliz, sabe o que não pode e o que não pode e já sabe tanto desde os 3 anos de idade! Com os outros filhos desse pais que só os agredem, só vejo rostos intimidados que parecem dever obediência aos pais ou se não, PÁ, puxão de orelha. É foda, cara! Sei disso porque passei por isso, até uma vez quando criança, quando eu derrubei arroz no chão enquanto almoçava, tive que ouvir um monte e fui trancada na cozinha a noite toda pra "repensar". Mas me diga, repensar no quê? Que eu sem querer derrubei arroz no chão porque eu era apenas uma criança com pouca coordenação na mão? O_O até hoje ainda rio disso, huehuehuhe!
      Como você menciona, acho que a maioria das pessoas fazem filhos apenas por ser visto como algo dentro da ordem natural das coisas. Nós, humanos, ainda somos animais, e como fêmeas, o nosso corpo foi realmente destinado à reprodução. Só que o que nos difere de outros animais é que somos racionais e temos consciência do complexo poder de escolher ou não, então, se eu tenho uma vagina não quer dizer que eu preciso usar ela. Se eu não quiser procriar, radical, não vou morrer por causa disso! O sistema reprodutor NÃO VAI alterar no meu metabolismo porque não é necessário ao ser humano reproduzir-se pra sobreviver, meldels! ლ(ಠ_ಠლ) Já deu, sociedade~~
      Adorável sua declaração, fujoshi! xD Pra mim, e pelo menos pra mim, forever, a partir do momento em que uma garota gosta de animes/mangás yaoi, ela já é fujoshi. Nada tem relação com o fato de saber de todos os animes yaoi de cor, de não gostar de ver pornô gay ou de não saber o que diabos é Junjou Romantica. Curtindo de coração anime/mangá yaoi, ó: fujoshi legítima! ( U=U)-b
      Visitei seu blog, queria até comentar mas como eu disse, enquanto eu estava fora foi difícil eu conseguir por causa da net ruim ;w; tirando isso, adorei pacas. Seu blog é maravilhoso como você, sua linda ★( ͡° ͜ʖ ͡°) *é processada por danos morais*
      Obrigada pela super consideração!

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  10. Conheço seu blog há um tempo (desculpe por nunca comentar nada) e adoro suas postagens. Costumo me identificar muito com seus posts, e realmente te admiro (babei muito, agora? :v). Dessa vez me identifiquei muito com sua situação. Tipo, quando VC diz pras pessoas que não quer engravidar, ou não pretende construir uma família elas te olham com indignação. Já passei muito por essa situação. Por que será que não entendem que é uma opção sua, que VC não é obrigado a seguir a maioria? Desde a infância, sua própria família te influencia e tals, e o mundo todo também, é uma coisa cultural. Menininhas ganham bonecas e panelinhas e menininhos ganham carrinhos e ferramentas de brinquedo. A menina tem que crescer, casar e ter uma família, cuidar da casa e das crianças? Sinto repulsa em saber que há quem pense assim (nota-se que em momento nenhum disse que meninas não podem brincar de carrinho ou meninos não podem brincar de boneca, ou que todos fazem isso com intenção de influenciar as crianças, mas se prestarmos atenção, não vemos maldade nisso porque fomos criados assim e para nós é normal).

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    1. Emocionei agora, miga ( ´_ゝ`) O que é isso, ainda tenho muito a aprender. Mas podes crer, qualquer semelhança com a sua opinião é mera coincidência...ou quem sabe...apenas o compartilhamento de mentes que ocorre duas vezes por mês com cada um de vossos leitores... (OцO ) hohohohohoho
      A sociedade é extremamente sexista. Até nas coisas mais simples, vista como inocentes nessa vida, vemos uma gigante separação generalizada de gêneros sexuais, do que é ser "homem de verdade" e do que é ser "mulher de verdade", chegando a defini-los só por um certo comportamento que se encontra na maioria deles, e não em todos eles. Se é menina, o quarto vai ser rosa. Se é menino, o quarto vai ser azul. Se é menina, ah, vou dar uma boneca e cozinha de brinquedo, porque pra menino tem que ser um carrinho e um nerf. Pelo menos eu nunca tive tantos problemas com isso, quando criança, fui "salva" pelo meu pai e pelas minhas consideradas "tias" (porque elas na verdade são amigas da minha mãe) recebendo coisas mais neutras. Por exemplo, sempre preferi livros a bonecas, e essas minhas tias me roesenteavam com isso sempre. Lia livro que nem uma louca. Bom mesmo seria se os adultos lembrassem que não existe presente melhor para uma criança do que uma caixinha de canetinhas glitter 32 cores €<€ (zoeira, isso era apenas um sonho reprimido meu que só podia realizar quando tinha que comprar material escolar pro ano que vem ÇwÇ)
      Minha família nunca foi do tipo que acha que ter bebês é a meta máxima de uma pessoa. Pra gente, a nossa meta máxima sempre foi trabalhar dignamente e ser humilde. Até pouco tempo atrás, minha tia até me aconselhou a não ter filhos pra poupar tempo na vida, haha xD Mas se eu criar filhos (que seriam no máximo 2), vão ser adotados, e lá pra depois dos 35. Não quero chegar aos 25 anos com uma criança de colo ou tendo que ficar em casa por causa de alguém, eu dispenso! Aos 25 anos eu quero mais é estar trabalhando e viajando por aí com o meu namorado/marido, colega (☞゚∀゚)☞ (me desculpe, mas eu não escolhi a felicidade...a felicidade me escolheu. (̿▀̿ ̿Ĺ̯̿̿▀̿ ̿)̄)
      Sim, ninguém vê maldade nisso. A verdade é que quanto mais se vê uma coisa, mais nos acostumamos com ela e até chegamos a gostar, algo afirmado cientificamente. Porém, se vermos por um lado mais "racional", a verdade é que estamos apenas sendo vítimas de uma "lavagem cerebral" criada dependentemente com a construção da sociedade desde séculos passados, onde a mulher deve ser submissa a um só e reproduzir-se, enquanto "seu" homem a protege. Esse modelo é tão antigo, mas prevalece até os dias de hoje. Observando o copo meio cheio, fico feliz em saber que há mais pessoas começando a repensar no que sempre ditamos "liberdade" para que possamos literalmente nos libertar de padrões, preconceitos e tabús. Da evolução da humanidade, a condição social também é responsável por possibilitar o nosso avanço. Que bom que hoje, quem fala que a Terra é redonda não é condenado, se não ainda estaríamos vivendo sob tapetes :V
      Sinto muito a Bíblia, mas é pra gente entender melhor esse mundo tão vasto e complicadinho em que vivemos (°<°) agradeço muito sua participação aqui nos comentários, minha cara pessoa <3 seja sempre bem-vinda ao blog e disposta a comentar quando bem quiser! Estarei respondendo 6w6

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  11. Faz um belo tempo que não entro aqui, to isolada do mundo em outro estado sem o pc e com a horrível conexão Mobile, olha a tortura! E como o Google tem a frescura de estranhar quando tento entrar na conta pelo celular, vou comentar sem essa frescurisse. Apesar do post não ser o mais recente, é um assunto que me interessou e concordo com você em muitas coisas que disse, mas diferente de você, Mika, eu não tenho a menor vontade de ser mãe e tá legal, eu tenho apenas 16, farei 17 em Março, mas atualmente não me vejo como mãe no futuro.
    Primeiramente, a minha personalidade é uma bagunça que só, contudo, sei que sou individualista e impaciente, me sinto melhor sozinha ou com poucas pessoas ao meu redor do que rodeada por familiares. Acredito que é melhor fazer tudo sozinha do que precisar dos outros e apesar de quando mais nova ter tido um ótimo histórico com crianças e ser a irmã mais velha de três pirralhos, não acho que tenho esse instinto maternal e, caso eu o tenha, por enquanto só tá disponível para os animais. Tudo isso, creio eu, que ocorreu por influência da família que tive e tenho.
    Nunca tive uma figura maternal presente, não emocionalmente ao menos, considero apenas ter uma mãe biológica, e ser órfã de uma emocionalmente. E acredito que isso me fez tão individualista, tive que me virar cedo e nunca pude contar com a minha mãe. Tive meu pai é claro, maravilhoso, diga-se de passagem, mas o papel de mãe sempre esteve em branco. Nunca gostei do dia das mães por isso, fazia aquelas lembranças bobas na escola para quando chegar em casa ter que amaça-las sem dó, afinal, serviriam para que? Pode der insensível, mas é a verdade. Acho que por isso eu não sirvo para ser mãe, nunca tive lá um exemplo, mesmo que eu tenha tido que cuidar dos meus irmãos no lugar m, principalmente após meus pais se separarem, ainda sim foi por necessidade, obrigação e preocupação com eles, todavia, não creio que voltarei a isso.
    Minha família possui um grande número de religiosos, mas eu não faço parte desse grupo, sou cética e diferente deles não acho que casar e ter filhos é uma prioridade. Acho algo dispensável, diferente de muitas primas minhas. Todo esse conjunto de fatores me faz crer que ter filhos, de sangue ou não, é algo que nem em sonho vou desejar ter, mas ainda é cedo e quem sabe no futuro tudo mude.

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    1. Fiz esse post não muito tempo, mas já estou mudando de ideia aos poucos - apesar de ter filhos nunca ter sido aquele sonho pra mim. Sabe, é que não adianta só querer ter filhos, a gente tem que calcular. De imediato, assim, não dá, infelizmente não dá. Você vai ter condições pra criar esse filho? Você vai saber lidar com todas as coisas que a vida pode dar a ele, desde a sua morte ("antes da hora") até o fato dele ser transgênero? E se filho tiver um filho enquanto adolescente? E se o seu filho não gostar de você? E se o filho tiver alguma deficiência? E atualmente onde o custo de vida é alto, é normal que as pessoas venham tardando em ter filhos ou nem queiram ter mais. Até porque também estamos passando por uma transição de valores morais e ficamos nessa disputa mental "ah, eu criaria muito bem o meu filho pois tenho uma mente aberta, mas eu vivo num mundo onde ainda pensam assim assado e pode ser que me vejam como um(a) pai/mãe ruim", que é uma das dificuldades que me fazem ficar com um pé atrás e um pé na frente. Eu sei cuidar de crianças, mais especificamente brincando, mas eu sei que cada uma é cada uma e apesar de eu sempre ter tido uma "tara" irreversível por crianças quietinhas e bem-comportadas (não entenda isso como pedofilia, por favor ;u;), sei que isso é algo que valerá muito o meu esforço e suor, ainda mais criando uma criança em um país onde a própria sociedade oferece uma educação-base externa cheia de ignorância e ódio, onde regem a falta de respeito, o pudor, a corrupção, e mais do que tudo, o ataque à privacidade - porque o jeitinho brasileiro tem a marca registrada no cartório de "todos gostam de cuidar da vida de todos". É difícil criar filhos no Brasil, tanto que eu tava até comentando com o meu namorado em tentar mudar para algum país onde exista menos podres sociais do que o Brasil, porque veja a nossa realidade: por mais que você seja o pai mais legal do mundo, mais compreendedor do mundo, que botou o seu filho pra estudar na melhor escola, lá vai estar você, aos quase meio-séculos vividos, vendo sua filha ou filho de 15 anos se embriagando na festinha da colega. É foda, porque ou o indivíduo tem que ter uma mente muito forte pra não ir pelo mal caminho, assim como sempre foi eu e as minhas amigas, ou ele vai ter que acabar sendo isento totalmente pelos pais de fazer determinada coisa, o que eu acredito ser a última opção a ser realizada. Pois sei que filhos também são cidadãos e merecem, assim como qualquer adulto, a liberdade individual.
      Meu cenário é o contrário ao seu; a vida toda eu fui criada unicamente pela minha mãe. Acabou que eu fui com a minha mãe para o Brasil e fui criada só pela minha mãe até agora, então nunca tive uma figura paternal presente na minha vida, apesar do meu pai sempre ter vindo nos visitar algumas vezes. Não sei como é a sua situação mas o fato de eu nunca ter tido um pai presente na minha vida nunca implicou em mim, não sei se é pela diferenciação de sexos ou porque é a vida mesmo. ( ・_・) O grau de participação de um membro na nossa vida realmente interfere muito a forma como desenvolvemos certas características, mas não sei, porque a minha vida toda, todinha, fui em maior parte rodeada por mulheres e mães é o que não faltavam. Só que todas essas pessoas com quem relacionei nunca foram do tipo que tiveram ou queriam ter bebês, elas queriam ter filhos mesmo, constituir família do início ao fim, não apenas pra suprir um egoísmo de que bebês são uma fofura ou que é assim que deve ser a vida de todo mundo (casamento, trabalho e filhos). Até porque, huehuhe, minha família não tem origem ocidental (e sim oriental) e a do meu pai é africana, então o que a minha família sempre valorizou como meta de vida são a humildade e o trabalho digno, e não a constituição de uma família. Mas enfim...vamos deixar as coisas mais pro futuro, né? Vamos pensando enquanto isso, mas sem ficar se preocupando! xD

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