E falando em fofura, olha que eu trouxe aqui ( ͡° ͜ʖ ͡°) UM SHOUJO!
"Você bateu a cabeça tão forte assim?"
Muita calma nessa hora. Sim, eu tenho certo ódio inexplicável por shoujo - se bem que ultimamente nem lembro mais que a bagaça existe - e, realmente, faz tempos e tempos que eu não procuro assistir e ler alguma coisa do gênero. Mas não é qualquer shoujo não, tem que ser shoujo de primeira linha, tá ligado? Um dos meus requisitos básicos pra gostar de um shoujo não vão muito além, é apenas isso:
SEM CLICHÊ
Desde que seja uma história criativa e interessante o bastante pra eu poder acompanhar sem saber onde a bagaça vai acabar, que geralmente sempre é: draminha de colegial > mal-entendido > chororô > pazes? Tudo suave!
E esse é o caso de um trem chamado Pochamani, um mangá do gênero extremamente incomum, e que por acaso, a minha irmã me disse pra ler. E não é que eu gostei? Pois a maior diferença no mangá que o separa de praticamente todos os shoujos existentes nesse mundo é a própria protagonista: uma garota gordinha, fofa e simpática que, por incrível que pareça, não sofre bullying e nem é uma depressiva do xibiu.
Pochama = pessoa que gosta de coisas macias ou pessoas gordinhas, mani = maníaco. Já dá pra basicamente entender a história inteira, por favor, né?
Tsugumi é uma garota fofinha (nos dois sentidos, pode-se dizer) que acaba de certa forma atraindo a paixão de maníaco por gordinhas, um tal de Tagami. Depois que eles começam a ter uma relação, altas tretas.
Ok, as tretas não são daquele nível de One Punch Man (sim, o mangá do Caillou crescido), mas pelo menos não são chatas.
Eu poderia citar as mil e uma coisas que eu adorei em Pochamani, mas simplesmente não dá, isso viraria uma Bíblia. Mas a única coisa que me fez querer ler essa bagaça foi o fato da protagonista ser gordinha, e isso já significa muita coisa porque não é todo mangá que tem um personagem principal meio "diferente" do padrão (como Accel World) e claro, não é todo shoujo que aparece um cara bonitão gostando de uma mina assim, não é?
Apesar de eu ter levado um susto com essa "novidade", eu fiquei muito feliz que existam mais shoujos com complexos como é o caso de Lovely Complex, pois esse é um dos tabús que ainda existem na sociedade e que me ainda me faz ter esperança em insistir em ler/ver shoujo, que me faz pensar como as autoras desses tais mangás são tão maravilhosas em tentar representar essas dificuldades na "nossa língua". E se você perceber, todos esses mangás com complexos têm protagonistas mais de bem com a vida do que mangás em que a mina é bonitinha, mas que só chora e sofre. Ironia, né? Quando você pensa que todo shoujo é sempre melosidade, com menininhas isoladas, reprimidas e que choram por supostamente nada, e príncipezinhos que parecem mais serem mulher do que homem, aí vêm essas coisas pra te dizer o contrário. É difícil, mas que seria bom ter mais mangás que fugissem do clichê, seria!
Mas a história de Pochamani é normal como qualquer outro romance; o relacionamento dos dois têm seus altos e baixos, mesmo que a bagaça esteja mais pra um mangá de muitos altos do que de baixos. A história é muito, mas muito doce mesmo, e creio eu que as poucas palavras que essas duas carinhas lindas aí acima falam ao longo da história já são suficientes pra dizer toda a verdade na cara dura sobre ter relacionamento com gordinhos. Ao invés de mostrarem o lado ruim disso, é mostrado o lado bom disso. Já chega de draminha e dor de cabeça, né?
Pode apostar, o casal, o enredo, tudo nessa bagaça é adorável! Não um adorável "purpurinado", nem um adorável "meloso", é um adorável "fofo" mesmo, que dá vontade de shippar os personagens mesmo que eles já sejam canon!
Não é yaoi, muito menos lemon, mas eu recomendo muito Pochamani. Ainda está lançando para a nossa infeliz informação (e eu também não sei se tem traduzido em português, desculpem ;w;), mas dá pra se contentar.

