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09 abril 2015

Cadê a magia?

   Olá, pessoas! Esse é um assunto que ~ittai yo!~, mas que teria que ser contado a vocês de qualquer jeito já que nem sempre temos alegria a oferecer. Diferente da maioria das coisas que eu publico, esse post vem para o lado mais pessoal, ou seja, estaremos falando de um caso pelo qual Mikota está passando. ಠuಠ

   Eu já vinha percebendo essa "decaída" sobre os meus interesses animalescos desde os fins do ano passado. Depois de eu ter ficado, em média, uns 6 anos com meus olhos confinados ao panorama virtual e 2D expostos pela tela dos meus aparelhos, com o meu corpo e alma quase se integrando ao mundo dos animes, passei a ter que assumir com mais firmeza alguns conteúdos um pouco mais foras da fantasia. Com isso, meu tempo para me dedicar a esse hobby foi ficando cada vez mais apertado, e, EPA, esqueci que eu ainda estou nesse período de over-ocupação, huehuehue! Nunca pensei na minha vida - interprete isso como "até uns dois anos atrás" - que seria possível eu deixar pra encosto algo que eu gostava tanto.

   Eu até ia dizer que o negócio é realmente grave, se não fosse exatamente esse o problema: agora, tanto faz, tanto fez, anime na minha vida.

   Mas sem desespero; a minha causa aqui não é jogar a hipocrisia à solta degradando animes, não é falar sobre minhas preocupações e falta de tempo, assim como também não estou querendo falar exatamente sobre essa crise de cansar de ver anime. Eu já até tinha falado sobre isso alguma outra vez , então, na verdade, o que eu vim falar de tão importante é sobre as consequências desse tal de "cansar de ver anime", porque a regra é clara: sendo este blog um espaço para abordar temas sobre animes/mangás/yaoi em generalidade, assim claro desde as primeiras postagens desse indivíduo mequetrefe, eu não me sinto bem em postar no blog coisas nada a ver com esses assuntos. Vejam como nos últimos meses, tenho postado mais sobre coisas reais do que sobre otakices, daqui a pouco o Fujoshiz Nonsensiz já tá virando outra coisa e todo mundo vai filosofar: "mas de onde garekis veio esse nome 'Fujoshi Nonsense'?"

   Por isso, sim, é algo para se preocupar, já que os meus conhecimentos sobre matérias de otaku/fujoshi estão bem fora de data. "É só assistir mais anime e yaoi, uai" não é lá uma boa solução, já que não importa quantas vezes eu tente, eu não estou conseguindo mais assistir anime com vontade! (◎ヮ◎)

• Caos = x
• Fujoshi Nonsense = a
• Assistir anime = z
• Assunto = b
• Fodeu = a - z

{ a = z + b
  x = -2z - b

{ a = z + b
  x = -2z - b     +
  ____________
  a+x = -z

a + z = -x (-1)
a - z = x
x = fodeu

.: S = {x ∈ IR-de-realidade/ x = fodeu}

   Se engana quem acha que sentar a bunda na cadeira e ficar vendo anime é tão fácil quanto amarrar cadarço. Ainda mais para um alguém azarado como eu, um alguém ocupado, um alguém com tantas mil e uma funções que já virou Barbie, ver anime, pra mim, é sinônimo de ter muito tempo livre! @_@ Esse meu longo prazo sem assistir anime deve ter feito incorporar o alakazam da OLX em mim, já que me desapeguei totalmente de investir 24 horas da minha vida assistindo essas maravilhas.

   A vida é um barato!

Como eu me sinto agora toda vez que vou ver um anime qualquer
   Sim, pessoas, estamos em estado de CRISE, coisa típica dessa mãe gentil, pátria amada Brasil!

   Mas uma coisa muito irônica é que mesmo eu tendo perdido grande parte da minha adoração por animes, eu continuo assistindo. Claro que com muito menos frequência. Bom, também não é como se eu tivesse assinado algum tratado de renúncia a qualquer tipo de animação do tipo, esses dias mesmo eu acabei assistindo o primeiro episódio da terceira temporada do esquecido UtaPri, que, antes considerado um dos meus animes favoritos, hoje já não consigo mais encontrar o sentido em eu ter gostado de algo tão purpurinado. Não que eu seja contra, é que depois que você revê os seus gostos de antigamente, você fica surpreso com o tanto de encanto que você tinha pela série quando, neste instante, tudo que você vê são boy magias feitos de ilusões que nunca existirão na vida real. E você ainda acha graça das frases cafonas que eram pra supostamente (supostamente!) serem românticas. Peguei pesado? Desculpem-me.


Francamente, acho que "para um lugar onde as cerejeiras sempre floresçam para nós dois" é uma boa cantada. Usem na próxima, jovens

   Agora eu não sei se é porque nos últimos tempos eu andei pegando justo os animes mais bostas e acabei ficando com trauma, ou se é porque realmente os animes estão ficando mais bostas, com o perdão da palavra. Pelo que eu me lembre, o último que estourou foi Shingeki no Kyojin, e apesar de eu ter gostado e ter ficado "viciada" por um longo período, esse amor todo rapidamente se esvaziou como qualquer instinto da paixão (não que eu não goste mais). Tudo bem que nenhum anime é feito para uma só pessoa, cabe a cada um julgar para si se aquele anime vale 0 ou 10 e nós quem temos que nos adaptar aos animes até que achemos os que se aproximam do nosso agrado, mas é meio difícil validar essa tese quando tudo que vemos nos últimos anos no mundo otaku são tracings, histórias clichês e previsíveis, metade do episódio com fanservice de graça e personagens pacatos com caracterizações sem muito a oferecer. Até que esse ano a coisa deu um up e estão vindo animes melhorzinhos, já nem tão vazios de história, mas ano passado, retrasado? Crendeusmãe! Faz um bom tempo que não vejo a criatividade avoando nesse povo e isso me deixa muito triste, porque antigamente eu via animes e todos eram bons mesmo sendo de gêneros diferentes, atualmente, parece que todos os animes decidiram virar um "maria-vai-com-as-outras" e acaba que um só imita o outro.

Eu me sentindo obrigada a engolir o anime e o choro juntos
   Não vou mentir, às vezes ver algo que você sabe que nunca vai mudar começa a ficar chato, chato pra caramba. Harém é sempre aquela enrolação com a menina em cima do muro, animes esportivos são sempre sobre "vencer, vencer, vencer", animes sacanas fazendo sacanagem o anime inteiro, shounens não mudam muito se tratando da valorização da amizade e por aí vai...acho que nem precisamos refletir muito pra saber que, seja qual for o estilo do anime, ele tem uma tendência. Acho que isso explica mais do que nunca sobre o porquê de eu gostar de animes mais cômicos, já que essa comédia vem inserida de várias formas (seja romance ou ecchi a bagaça).

   Por dentro eu já estava me entediando com esse limite máximo que os animes podiam proporcionar, e não é como se fosse algo exatamente ruim, mas o seu limite é simplesmente mais perto do que se imagina, pelo menos ao meu entender. Eu queria algo novo, meus olhos já estavam ficando vesgos de tanto ver anime como se fosse uma lei a ser cumprida; pois, hipocritamente, eu nunca fui de assistir! Eu sempre fui mais de ler. Então eu tava buscando aí umas formas de leitura que explorassem mais o dinâmico e deixassem de seguir uma mesma vertente. Por isso comecei a deixar um pouquinho de lado esse mundo animalesco e adentrei, por exemplo, mais na das hqs, onde posso encontrar tudo isso com mais facilidade já que não existe denominador comum de traçado (como nos animes, que normalmente é baseado no padrão queixo pontudo, olhos grandes e brilhosos, corpo/carinha perfeitos e iguais), é um meio mais heterogêneo de arte e sem contar que é multifacetada. Com "multifacetada" não quero dizer que existem 7 ou 8 gêneros, mas que existem inúmeras. Existem aquelas que tanto zombam da realidade como criticam duramente a sociedade, aquelas que tanto misturam contos de diversas culturas, quanto servem como lições de vida, e a Mikota aqui já não estava mais suportando esses animus de lutinha, hahaha! No entanto, não é por isso que eu simplesmente acho que hqs podem ser melhores que anime, porque a verdade é que desde que a bagaça seja atraente ao meu gosto, não importa se é em mangá, em texto em prosa ou ao vivo HD, oooou seja: não quer dizer que vou dar um pé na bunda nos animes de vez. Só acontece de hqs terem os gêneros e estilos mais variados e era isso o que eu estive procurando, então foi uma linda e mera coincidência que estava bem na frente da minha cara. Por quê, vida? Por que faz isso comigo?

   Esperem, AINDA TEM O LADO BOM DISSO TUDO! Diante da magia animalesca que vem desaparecendo no meu coração, alguns animes se salvaram, sim, como Ore Monogatari que comecei a acompanhar porque eu sou louca por ver protagonistas diferente do padrão perfeição se apaixonando. "Cadê Durarara aí?" Foi uma longa e dura jornada para eu me conformar que essa temporada de Durarara não está sendo interessante pra mim. Isso aí, choremos, mas eu não tô gostando dessa vinda repentida de personagens novos. O número de eventos sem contexto algum com a história principal tá muito grande, e quem fale sobre o fanservice extrapolando os limites...não acho que seja esse o Durarara que conheci anos atrás, pois já não está rumando uma história complexa, talvez esteja rumando uma história picotada, por isso se eu vier a assistir, acho que vou pegar só o finalzinho pra ver se a cabeça da Celty finalmente vai voltar pra ela. Uma hora é uma coisa, outra hora é outra, aí você esquece o que aconteceu no capítulo anterior e pronto, ba-ga-cei com a mente! Mas qualquer dia desses, dou uma chance de novo pra essa segunda temporada! xD

   É bem deprimente ter que falar isso, mas já deu essa de ficar assistindo anime só pra aumentar minha lista de animes vistos. Afinal, não faz sentido acompanhar um certo anime se eu não curti. Acho que ninguém está te obrigando a ver nada e se auto-condenar a ver os trezentos mil animes existentes no planeta só pra falar que é fã de verdade e se sentir o mais atualizado sobre o universo otaku não é algo tããão, a não ser que você goste mesmo de ficar vendo anime seja lá qual seja. Parece que estou me sentindo mais à vontade para ler mangá do que anime, agora já não sei se isso vai ser pra sempre ou se é só uma fase. Só que eu não gosto muito de postar sobre mangás porque nunca sei direito o que dizer. E, poxa, a maioria que estou lendo são shoujos (nada de yaoi, usagões (;うਊ ՞) alguém me sacode) e um chamado Inu Yashiki, que tá rodeando bastante pela internet. Droppei vários mangás, tipo: One Punch Man, Soul Eater, Junjou Romantica, Love Stage - podem me esquartejar.

   Eu não vou poder pedir muita ajuda já que creio eu não estar em uma sala de um psicoterapeuta, então se vocês consentirem, eu gostaria de postar sobre assuntos mais variados e mais dentro da realidade enquanto não garanto um anime gay que seja bom e polêmico o bastante pra eu render críticas e comentários nesse bloguizão. Tipo, tá complicado deixar o blog no vácuo, tá complicado! Então quem sabe eu faça algum "primeiras impressões" desse Ore Monogatari, de algum outro mangá que tô lendo ou uma resenha bem crackuda desse Utapri 3000% e sua opening muito pesada e explícita, que eu sei que vocês curtem!
 
Quartet Night sempre disposto a guiar as novinhas ao mundo adulto
   Até a próxima, rapaziada! 乃