"Antas também merecem amor"
By: Kotoko
Eu percebi, minha gente.
Eu encontrei...eu encontrei a minha luz. Até o Câncer cegou de tanta ofuscação...eu acho que ainda gosto de shoujo!
Kami-sama não estava sendo piedoso esses dias, ontem, eu tive uma conversa séria com ele e ele me disse que eu ainda tinha um ponto fraco por shoujos. Pra quem não sabe, shoujo foi o primeiro gênero de anime que eu vi e gostei (começando por Mermaid Melody), e caso queiram saber, eu só tinha uns 11 anos ou menos quando eu assistia shoujo sem parar. Eu era uma idiota sem noção que via tudo com rosas e draminha, esperando o Kazuma vir me buscar lá no telhado de casa no meio de um toró, cair em cima de mim e de repente pegar nos meus peitos molhados. Sim, eu já era safada naquela época. (Pelo menos, eu não abri as pernas e engravidei nos becos da favela do RJ.)
Bem, depois que conheci os meus boys magia (yaoi), eu comecei a desenvolver uma certa raiva por romances héteros em anime, tanto que eu nunca mais vi Kaichou wa maid-sama com outros olhos. O que eu amava de pegação, virou praticamente o meu pesadelo, e sim, eu deixo as fãs de shoujo me processarem porque estou sendo sincera, até porque o meu "desgosto" por shoujos nem faz muito sentido mesmo. Até o Datena teria mais argumentos.
Isso foi quando eu comecei a gostar de yaoi e chorava que nem uma louca por Junjou Romantica repetindo o episódio 6 até não poder mais. Só que, mesmo assim, eu agia como uma masoquista, via shoujos quando estava na minha pseudo-depressão de querer ter atenção mesmo odiando as vacas da escola (Tomoko mandou beijos) e comecei a pensar se eu não tinha umas taras aí por mulher também (a puberdade é fogosa). Então eu comecei a ver yuri.
Eu comecei a tolerar a minha raiva por shoujos como algo que eu deveria ignorar, mas parece que é automático, toda vez que eu vejo um shoujo, eu tenho vontade de rasgá-lo em pedaços A NÃO SER que seja Lovely Complex, Kimi ni Todoke ou Midori no Hibi. Ah, e os shoujos magical girl também não entram no pacote.
Só que eu odeio odiar coisas. É um sentimento terrível. Por isso que eu sempre ignorei shoujos e nunca parti pro fubá quando eles apareciam na minha frente, mas como eu ando "dane-se" esses dias, então eu fui dar uma olhada nos shoujos que estavam na minha lista pra assistir desde que eu ainda era uma garota inocente que sonhava com o Kazuma me buscando no telhado no meio do toró. Ontem mesmo, eu fui ver o episódio do Ano Novo super kauaí de Kimi ni Todoke sem motivo algum, e mesmo que eu tenha visto esse anime há uns bilhões de anos atrás, esse episódio ainda consegue me fazer sorrir. Ok, Desnececyrus.
Eu já estou saindo totalmente do assunto, mas tudo isso acima é a introdução. E foi mais pelo Kami-sama mesmo que eu comecei a assistir a bagaça do Itazura na Kiss, que sempre jurei ser uma versão heterossexual de Junjou.
Sabe aquele típico romance que parece que foi feito pra te fazer sofrer junto com a garota principal? Palmas para Itazura na Kiss.
Isso vai ser rápido; eu comecei a vê-lo esses dias, não estou vendo muito diretão devido à minha dor de cabeça por ficar inventando cenas censuradas demais com meus personagens fictícios, então eu ainda não terminei. Repetindo: eu-ainda-não-terminei.
Por isso qualquer crítica minha pode virar um elogio ou uma crítica ainda pior assim que o anime acabar. Mas por enquanto, eu só vou ficar no modo zuera mesmo, e como eu não quero dar spoilers demais, eu fiz um breve resumo do que eu vi até o seu décimo sexto episódio.
Eu pensava que ia ser algum romance colegial, mas dos episódios que a mina começa a faculdade pra frente, até Sukitte ii na yo é menos broxante. Eu digo que seria bem mais legal se continuassem o romance colegial porque depois fica tedioso demais, não acho graça nenhuma em um romance entre dois velhotes que trabalham o dia inteiro ficando de frescurite. Aliás, nem sei como eles estão juntos, eles brigam tanto que nem o Caso de Família poderia bancar um paranauê desses. (Se a Kotoko mandasse seus desabafos todo dia pra Revista Capricho, nada disso teria acontecido.)
Eu totalmente me enganei ao pensar que seria uma versão heterossexual de Junjou Romantica. Eu estava gostando, sim, bastante, mas depois desses episódios nada a ver de casamento eu fiquei mais ou menos assim:
E eu não falo isso porque eu quero ocultamente xingar os shoujos, bem ao contrário. Eu estou falando exatamente do enredo, e principalmente da Kotoko, que apesar de ser até que fofa, já bateu nos limites da burrice. Que mina tosca, ciumenta, fica cuidando da vida dos outros, fica correndo pra lá e pra cá com seus pensamentos masoquistas e egoístas, só chora....melosidade demais pra mim. E o Irie também, ele é bonitão e talz, mas que tipo de pessoa que ama alguém faz a outra sofrer? Bem, não quero nem saber desses romances entre sado-masoquistas. Depois do episódio 12, ficou, ó: uma bosta.
Mas aqui, quem disse que eu realmente voltei a gostar de shoujos? Não dá certo, acho que nem nas profundezas do inferno eu vou resgatar 100% meu amor por shoujos. Agora só se safa os shoujos que forem realmente bons.














