16 março 2015

Desculpitas!

RAAAAAAAAAWRRRR

   Olá, usagis(͡°͜ʖ͡°)Nem vou disfarçar, um dos principais motivos de eu estar escrevendo em azul neste exato momento é porque tenho certo pressentimento de que diante desse longo período de abstinência existencial no blog, vocês querem me esquartejar, me queimar em praça pública, quem sabe, incendear a minha casa. Portanto, o azul fará com que vocês fiquem calmos.

   Mas como Mika não engana ninguém, vou na sinceridade plena: por mais banal que pareça (só parece!), não posso negar dolorosamente que estou deixando vocês no vácuo!

   Não é um vácuo proposital, e esse post também não é desculpa e nem servirá como uma pra eu continuar mais uns mil anos sem postar. Por sinal, mesmo nas semanas em que eu não tenho espaço na memória nem pra lembrar a que horas eu tomei banho, meu despertador de autora de blog sempre toca quando já estou há tempos sem dar sinal de vida. E apesar de todas essas cataratas iguaçuianas, seja lá o que isso tenha a ver, eu já tenho uns 5 ou 6 rascunhos de posts aqui e que até agora não consegui terminar, tanto por estar passando por algumas desestabilizações emocionais que cultice toda é essa, cara e porque por mais vontade e inspiração que eu tenha em certos dias, eu nunca, mas nunca, nun-qui-nha consigo chegar ao ponto final da bagaça, coisa que dá agonia pra caramba! (alguém mais aí sente umas vibes estranhas quando deixa as coisas inacabadas? Declarem-se e venham ser meus amiguinhos!) E bom, os compromissos e preocupações que eu ando tendo ao longo do dia me impedem de eu me focar nos posts, porque é óbvio que eu nunca aceitaria jogar qualquer post mal-feito pra vocês.

   A razão de eu estar fazendo esse comunicado meio azedo e repetitivo - afinal, parece que eu sempre estou ocupada ఠ_ఠ - é que eu não sei se alguém aqui no blog pode acabar se sentindo meio que desprezado ou até mesmo achando que eu não ligo pra essa maldição de blog que eu amo tanto, e isso me preocupa já que eu prezo pelo quê? "Pelo bem de todoooos!~ (▀̿̿Ĺ̯̿̿▀̿ ̿)"

   Quanto aos comentários, não posso deixar de considerar que a lei de Murphy vem em uma linha reta e crescente na minha vida, pessoas. Vocês não fazem ideia de quantas vezes eu já abri as abas dos posts, cliquei em "responder", respondi com tanto carinho e dedicação e sempre vem uma bosta pra me impedir de terminar de escrever ou pra me ludibriar quando finalmente publico. Com isso, quero dizer:

  1) Bem quando eu comentava, o PC pifou porque minha irmã colocou a tomada do aspirador no estabilizador do pc;
  2) Quando fui me recorrer ao iPad, dei uma de tentar atualizá-lo porque o navegador ficava fechando toda hora e, no fim, deu um treco também;
  3) Fui tentar no celular: sem sucesso. A net parou de funcionar por um longo período de tempo;
  4) Depois do computador ter sido concertado, sempre que eu decidia responder minha irmã já estava usando;
  5) Antes de ontem mesmo, quando suspirei e fui tentar responder pela milésima vez seus comentários maravilhosos (que eu inclusive já devo ter decorado), lá vem a graça de viver: o que acontece? A energia caaaaiiiii!

  Minha reação nesses momentos

   Não quero ficar com fama de louca, mas pensem numa criatura que já googlou por formas de salvar o comentário automaticamente (mesmo sem ter publicado ainda) no blog! Olá, sou eu! Se alguém tiver alguma ideia que possa ajudar não só eu, mas todos os usagões que passam pela mesma raiva que eu na hora de fazer uma Bíblia epicamente fabulosa e de repente alguma coisa acontecer pra nos frustrar, eu ficaria agradecida! (;ಥ;ω;ಥ;)

   Vocês são uns doces de pessoa e às vezes acho até que sou má mesmo sabendo que não tenho a intenção, por isso vou fazer o máximo aqui pra trazer mais conteúdos legais e contar as novidades que andam rolando pelo mundo yaoi, do qual aparentemente devo ter sido expulsa, hohoho. Só não posso afirmar quando, já que estou em época de provas (infeliz seja a verdade...3x(;ಥ;ω;ಥ;))!




28 fevereiro 2015

"Yaoizando" personagens héteros

   Queridas pessoas, o motivo de eu estar nessa demora pra plugar no blog é que eu estou presa em uma situação deplorável onde cadernos e apostilas saem batendo na minha cara logo no incício de ano mentira, eu mesma que quis! Então, antes que me xinguem, vou fazer um post qualquer hoje. ಥ_ಥ

   Ando bem fora do modo yaoi ultimamente, por isso não tenho muito assunto pra falar sobre essa coisa antes tão estimada, preciosa e adorada na minha fucking vida. Sacomé, todo fogo da paixão um dia acaba :V

   Hoje criei um incrível, porém, inútil tema, que pode ser que incomode ~muita~ gente, e por isso agradeço desde já se entenderem que essa é só uma humilde opinião e que não estou aqui pra xingar ninguém pelas costas!


   Não é de agora que o fandom vive atacando nomes diversos (senão todos, né) de animes e mangás. Inclusive, acho que todo "interneteiro" já ouviu essa palavra rondando pela web uma vez na vida, certo? Caso não seja esse o seu caso, fandom é literalmente o que o nome diz: "fan". Já eu prefiro particularmente definir o fandom como um formigueiro de fãs fazendo rituais de macumba e pensando, falando e comentando dia e noite sobre seus seriados, filmes, cantores, bandas, games, youtubers, animes/mangás, comics, artistas, culturas, animais, flores, rochas amuleto da sorte fetiche sexual sabor de camisinha cor de tira de chinelo havaianas favoritos(as) porque é exatamente pra isso que essa palavrinha mágica existe: para fazer de um bloco de carnaval misceginado de fãs um espaço de, hã..."confraternização particular", para apenas fãs de um determinado gênero. Resumindo, é um clubezinho de chá das 5.

   À princípio, nós vemos essa definição de fandom como se vê uma foto de um soldado: nada demais. Até que você percebe que esse soldado está no meio da Segunda Guerra Mundial.

   O que eu quero dizer com isso é que fandom não deveria ser incômodo pra ninguém, afinal, são só fãs curtindo o que curtem. Claro que tem uns que idolatram tal sujeito até a morte (digo, em perto-do-infinito % dos casos), e não tem problema nenhum se você se identificou com essa situação de veneração máxima, desde que você não obrigue pessoas a venerarem junto com você, haha!

   Mas é aí que aparece os indivíduos com o olhar de nojo e ódio direcionados para aqueles fãs que estão shippando seus personagens masculinos favoritos. Seus dois personagens que, durante o anime inteiro, pegou nos peitos das minas, beijou a protagonista, namorou, casou e tem filhos e que mesmo assim, é shippado com o outro cara do anime.

   Por isso acho que é dispensável comentar sobre o quanto você shippa aquele OTP para os outros. Se você gosta, provavelmente vai achar alguém que também goste, aí é só arrumar um grupinho pra falar sobre isso e deixar os outros fãs nos seus cantinhos, shippando os OTPs que eles gostam. Não é proibido gritar pro mundo "XxX é meu OTP favorito!", só é desnecessário. Totalmente desnecessário. Nada de errado, apenas desnecessário.

   Porém, como o mundo não gira ao redor de ninguém, esse meu conselho de ficar cada um no seu cantinho desfrutando calado se torna motivo de piada porque é simplesmente impossível não ver um fã gritando os seus OTPs yaoi, qualquer seja o anime. A não ser que o anime só tenha um personagem masculino.

   Então tirando essa opção, a única que sobra é a menos conveniente: de que as pessoas que se sentem irritadas com esse tipo de situação não façam nada. Nada. É o que eu faço. Mas sei que pra muitos chega a ser problemático não deixar sair uma faísca de raiva ao ver vossos irmãos yaoístas dizendo coisas cruas como "eles foram feitos um para o outro", "se beijem logo *--*" ou "melhor casal da história, vírgula, *éssi dois*" sendo que você está votando no oposto, ou até mesmo, não é da onda de ficar shippando. Um exemplo semelhante é o que aconteceu comigo em Noragami: todos shippando apaixonadamente Yatori enquanto eu estava lá, quietinha, na minha shippadeira oculta por Yatone. Ficava um pouco incomodada com os comentários sobre Yatori que, para eles sendo perfeitos, pra mim era digno de ficarem bem distantes do amor, mas é claro que não à intensidade de detestar e querer amaldiçoá-los. Vamos combinar que também temos que saber medir as palavras, parceiros - silêncio é o nosso amigo!

   Por outro lado, sei que muitos otakus não veem nenhum problema em shippar qualquer coisa que seja (oi). Nem que a pessoa shippe uma latinha de Guaraná com uma latinha de Coca-cola, eles estão pouco se importando, porque, sendo bem profundamente lógica, não é porque a pessoa está shippando um Guaraná e uma Coca-cola que os dois vão realmente se transformar em um casal, então não tem por que esquentar a cabeça.


   Viu? Às vezes as pessoas ficam tão incomodadas por uma coisa não real que viram opressoras: dizem o que se pode shippar ou não, chamando os que shippam gente diferente deles ou que shippam incessantemente de idiotas e tentando dar justificativas pra querer "botar ordem na casa".

   "Ah, mas (-insert OTP-) não tem nenhum sentido, não teve nem cena fanservice entre eles, quem diga têm alguma relação, os caras nem são gays! Esses fãs de yaoi são um bando de gente sem-noção!"

    Só que o problema é que não existe lei pra shippar, "quem diga" instruções. As pessoas que shippam estão lá shippando por shippar, você acha mesmo que elas pensam que aquele casal "nada a ver" vai virar realidade? O anime tá lá pra entreter, por que tirar um tipo de entretenimento que não está prejudicando ninguém por causa da sua intolerância? Maldade está nos olhos de quem vê, não de quem faz. Sem contar que qualquer protesto contra isso vai ser insignificante, já que, com cada vez mais fujoshis/fudanshis atacando esse universo otaku, todo anime vira uma procura insaciável de viadagem por eles; nem me surpreende que daqui a pouco vocês estarão vendo na lista de faculdades uma bagaça chamada "Fandom e Shippação" pra cursar. Claro, existem as exceções, como eu, que fico pasma quando generalizam fãs de yaoi como um bando de gente louca que quer transformar todo personagem em gay (e não é por isso que sou melhor que alguém por não fazer isso). É meio triste saber que ainda tem otaku que acha que todo yaoísta tem problema mental e age/reage da mesma maneira pra qualquer coisa que tenha homossexualidade no meio.

Olha que legal pensar assim

   Seja o otp entre amigos, inimigos, irmãos ou secundários, não existe nenhum "regulamento" que te dite o que fazer ou o que não fazer com os personagens, porque, primeiro: é só um anime; segundo: ninguém é posse de personagem algum pra falar se ele pode ser shippado ou não! Se nem os autores desses mangás estão se preocupando com isso, então por que VOCÊ tá se preocupando com isso? Eu acho que já deu, né?

   Se fosse pra eu ser bem direta, essa Bíblia teria dado uma linha só, e por uma simples razão: estou ventilando farofas pra isso. Não me importo com o que, quem, onde, quando, nem de que jeito as pessoas estão shippando. Vejo gente reclamando e fazendo o muvucuçú por coisas tão insignificantes que não me vale a pena 2 minutos arrumar discussão sobre isso, pois fico pensando, "são tantas coisas pra se importar e pessoal fica se aborrecendo com quem as pessoas estão shippando?" Sei lá, mil problemas mundiais por aí afora, pessoas em situação de escravismo extremo, mundo em em destruição do meio-ambiente, a gente morrendo aqui no eterno masoquismo social daqui a pouco tendo que pagar imposto até pra respirar e vem gente fazendo frescura por coxinha ou pão de queijo?

   Meus caros, assim como é desnecessário ficar fazendo declarações sobre seu OTP pelo mundo afora, é mais desnecessário ainda ficar reclamando disso. Conviver em paz não é algo tão difícil assim, não, sei que não deixamos de ser animais e temos claramente instintos e sentimentos irracionais, mas acho que todo mundo tem capacidade pra pensar um pouco. "Falar o que vem à mente, dizer sempre a verdade, nem sempre é a expressão de um eu maduro, mas, sim, de quem não tem autocontrole". Fico pensando se alguns otakus são tão fracos assim a ponto de se ceder a um ódio por gente "yaoizando" por aí quando, sinceramente, pode ser apenas um cisco no olho. ¯\_(ツ)_/¯



17 fevereiro 2015

Minhas artes desmotivacionais #40

   Nada a declarar, apenas desfrutem~


Mikado sendo influenciado pelo comportamento fujoshi da Karisawa.



Engraçado que é assim mesmo, as pessoas ficam te olhando como se você fosse um criminoso e você faz o máximo pra enganar elas e dizer "não, queisso, eu comprei BL para outros fins" :V



Crianças, tsc tsc...



Confissões de um João que queria virar o Ken humano



Bateu até uma pena de leve do man. Não cheirem rochas, gente ✌



Aff, odeio essa gente que passa informação errada!



Conselhos do Iza-Iza, melhor seguir.



ACORDA BRASIL



Ok, isso nunca vai acontecer


Não tá fácil pra ninguém, pessoas. O jeito é apelar.



Pessoas que não entendem o tesão que a piroca de um bara é nunca saberão o verdadeiro significado do prazer ( ͡° ͜ʖ ͡°)

   Vocês tavam com saudades, né? O porquê de Binan Shoujo NÃO estar aqui é por um simples e resumido fato: eu ainda não comecei a assistir. Apedrejem-me. ◝(⁰▿⁰)◜



14 fevereiro 2015

Kawaii Piroca, parte 2: A vingança amorosa!

"Algo aqui cheira a inutilidade"
   NFSW
   NWFS
   NSFW
   NWSF
   ALFJAJFASDJALSDK EU NUNCA SEI ESCREVER ISSO DIREITO
  
   Ahã, é isso mesmo que vocês leram. Depois de uns mil anos após o primeiro Kawaii Piroca, Mika decide reviver as tirinhas para que seus usagões não fiquem sentindo falta de seu lado esquisito de desenhar.

   Desfrutem dessa incrível jornada pela qual o Kawaii Piroca terá que passar quando, no dia mais especial de sua vida, tudo vira do avesso.








Cêis gostam, né?(°͜ʖ͡°)

   Nada melhor que um Valetine's Day com uma tirinha curta, bosta e incompleta, huehuehuehue (◞≼◎≽◟◞౪◟◞≼◎≽◟) Mas não chorem ainda, isso vai ter continuação! (um feliz Dia do Amor para todos vocês, usagis! ♥)



07 fevereiro 2015

Por que muito relacionamento otaku é superficial

   Não, este não é um wikihow de como chegar na menininha otaku.

   Estou aqui pra falar de relacionamentos entre otakus, pessoas. Claro que, apesar de todos serem otakus, esse relacionamento varia pra cada um, tipo, tem uns que e outros que já levam esse jeito otaku de viver mais à sério.

   Muitos procuram estericamente por endereços onde se possam encontrar otakus para namorar. Se esse for seu caso, apenas lamento, haha! Sério, porque é meio triste saber que as pessoas se limitam àpenas a um "tipo" de pessoa para se relacionarem. Mando essa pra vocês: é improvável namorar uma pessoa que não tenha o mesmo hobby que o seu?

   Claro que as chances de haver aquela simpatia entre vocês são menores, mas serão menores ainda se a sua meta máxima é idolatrar o mundo dos mangás como se fosse uma prioridade na vida. É fato que se você for uma mina que fica soltando "nya's" por aí (por mais irritante que seja a alguns ಠ⌣ಠ) ou um boy que gosta de yaoi, você vai aguçar os sentidos de admiração dos otakus, e não dos de um homem no auge dos 50 com uma vida tradicionalmente vista como normal. A não ser que ele seja otaku também. Mas sendo assim, se assistir animes é uma prioridade pra você, então amar a pessoa ficaria pra segundo plano, não é mesmo? Se você optou por isso e não quer relacionar-se com ninguém, então ótimo, você não vai precisar se preocupar em perturbar nenhuma pessoa. O problema está quando o cara fica assistindo Jojo 24 horas e a parceira fica lá plantada no sofá esperando ser notada, ou quando a mina só quer saber de fazer cosplay e a única forma em que o namorado é visto é como um juíz particular de moda. É muito importante lembrar que amor não é resumido apenas e necessariamente à compatibilidade de interesses e à "ele deve aceitar o que eu gosto".

   Lembrando que eu não estou dizendo a que tipo de amor você deve obrigatoriamente acolher, como eu sempre digo, são apenas conselhos úteis da Mikota. Caso você busque um relacionamento com um otaku exatamente por isso, porque ele(a) é otaku, eu aconselho a rever seus conceitos, jovem, pois há uma grande chance de você cair em uma relação artificial. Não adianta ter mil acessórios e roupas de anime nem ser a gata """"""""""otome""""""""""" (¯\_(ツ)_/¯ ) mais moe do mundo; se você não apresenta apreço o suficiente para um relacionamento duradouro que não seja por conveniência, nem o melhor coslpay te salva. Porque eu acho que ninguém aqui quer terminar com a pessoa só porque ela não gosta tanto de animes quanto antes, né? Afinal, as pessoas também têm uma vida fora de seus computadores, e a vida de ninguém é só resumida a "otakuzar" por aí. Consideremos um pouco de bom senso nessa vida.

   Ou seja, entendam, ser otaku não é ruim, só é completamente diferente de quando é um otaku cuja vida só é baseada em idolatria e obsessão extrema por animes, mangás, games ou cultura japonesa em geral. Quando a pessoa pensa assim, é muito provável que ela leve o "otaku" do ser como uma qualidade, e não apenas como uma característica. Algo meio ilógico, porque ver um otaku do mesmo jeito que se vê uma pessoa boa é como afirmar que nenhum otaku pode trair, nenhum otaku prega ódio, que nenhum otaku pode ser um ignorante ou até assassino. Ou seja, é uma postura totalmente preconceituosa com quem não é otaku, coisa de quem vê otakus como pessoas superiores. É algo meio assim:

   "Tenho orgulho de ser otaku, me considero japonês por dentro, Brasil é uma merda, animes são vida, são a melhor coisa do mundo!"
   "Meldels, ela(e) é perfeita(o) ♥"

    Então.

    Hahaha, como não sou deus de ninguém pra falar o que cada um tem que fazer da vida, não tenho nada a declarar sobre essas espécies de comentário ( •˓◞•̀ ) Apenas levemos a vida!

Me diz por quê, cambada
   (Nota: não é sempre que isso acontece, então, por favor, não vamos generalizar!)

   A quem sabe se policiar e dividir seu tempo para entretenimento para coisas que realmente importam, de boas, isso não vai prejudicar. Mas a partir do momento em que seu namorado ou sua namorada prefere jogar game a ficar com você mesmo quando você pede, foi mal aí, mas você entrou numa furada com um viciado.

   O exagero é o foco de todo o problema. Digo isso porque eu não conseguiria, de jeito algum, ter um relacionamento saudável se o meu parceiro (mandando kissus pro Fabrízio) me amasse pelo que eu gosto, e não pelo que eu, por trás de uma camiseta de Durarara, sou. Afinal, um otaku continua sendo um indivíduo com sentimentos como qualquer outro, e é preciso respeitar o fato de termos uma personalidade primária antes das nossas características ditadas como de "fã de animes". Segurando um pouco o fio da meada dos posts abaixo, você seria capaz amar uma pessoa que coloca o anime favorito em primeiro lugar ao invés de você?

Eles tentam agradar, e ó o que acontece.
   Não sei vocês, mas pra mim, é bem mais constrangedor ser trocada por um personagem de anime do que viver com alguém que não gosta de animes. Então não tenham medo, caros colegas. Você namorando um cara ou uma garota que não convive com animes não vai fazer você passar automaticamente por uma transformação "de pessoa introvertida do clube de mangás" para "cidadão comum e sociável" estilo Sena Izumi. Você também não será motivo de xingamentos e gozações de seus amados, se eles respeitarem seus gostos e vocês, os deles. Sabe-se que cada um tem um modo próprio de viver e aproveitar a vida, e caso vocês sejam muito diferentes nesse quesito, é uma resposta muito simples: é só balancear! Que tal você não convidá-lo(a) para ver um anime que você gosta? E por que não aceitar aquela sugestão de sair um pouco de casa com ele(a) de vez em quando? Não vai matar, sem contar que serão mais experiências, só que agora compartilhadas! Ok, isso TÁ virando um wikihow! ( ͡ಠ ʖ̯ ͡ಠ) Por causa da convivência, pode ser que você acabe se tornando bem mais sociável do que quando era só você e os animus, mas não é como se tirar o mofo pra ver a luz do sol fosse algo ruim. Ou é?

   Pra vocês não acharem que só tô reclamando, saibam que uma coisa legal é que quando a pessoa tem um apego com algum interesse, ela até chega a ter um "tchan" a mais, ao contrário do que aconteceria se você fosse uma pessoa de hábitos comuns (que na vida, só come, estuda e trabalha). Digo, um otaku pode ter, sim, lá seus charmes, assim como uma atleta apaixonada pelo esporte, assim como um cara que é foda na guitarra. Há grandes chances de você ter alguma credibilidade a mais num relacionamento por isso (não estou dizendo que quem não tem um hobby vai ter uma relação pior), porque vai ser bem difícil pra vocês caírem naquela assombrada rotina tediosa. Resumindo, você tem conhecimento sobre uma coisa que a maioria das pessoas não têm, e não há nada mais interessante do que poder conversar com alguém que é expert em um determinado assunto pouco conhecido, ou, que tem alguma cultura a mais na "veia". Se a pessoa te amar de verdade mesmo não sabendo nada sobre seus gostos, tenha certeza de que ela vai tentar procurar saber mais sobre eles, ou que, pelo menos, vai te deixar usufruir do seu espaço individual. Mas caso o seu parceiro ou sua parceira não queira assimilar um pouco dessa cultura otaku, não se preocupe, em poucos meses ele(a) no mínimo já vai saber diferenciar Naruto de Pokemon.

   Só que não é por isso que você vai particularmente ter um bom relacionamento. É por isso que muito namoro dá errado, cambada: quem vive de procurar uma pessoa "do seu tipo" só está sujeita a conhecer a parte externa da pessoa, e acho que todo mundo já tá careca de saber que ninguém nunca será melhor que ninguém por um gosto pessoal. Então por Nazarés, parem de exigir tanto dos outros, não é assim que a coisa anda. Em um relacionamento saudável, basta ter noção de que ninguém é obrigado a compartilhar os mesmos interesses pra amar alguém e pronto, metade do pepino cortado. Ou é isso:


   Que vocês desejam nos seus relacionamentos "otakus"?

   Tirando isso, sei que não é dia dos namorados, mas sempre é bom desfrutar do entusiasmo pra postar Bíblias estar quebrando algumas coisas sem fundamento que muitos otakus falam. Obrigada ao meu anjo pela sugestão de post ☚(゚ヮ゚☚) ♥~



31 janeiro 2015

Por que sonhamos, final

   Eu juro que era pra ser um final melhorzinho, mas acabou sendo meio...hã...triste.

   Por que sonhamos? - Capítulo 8

   Foi mais triste que o Inverso da Sorte, eu juro pra vocês! Até eu fiquei assustada, porque a fic que era pra ser fofa, partiu os corações </3 e a outra fic que era pra partir os corações, teve um final feliz. Vai saber o que é que eu tenho na cabeça...ಠิ⌣ಠิ

   Espero que vocês tenham gostado, apesar do final meio broxante, o quase desfecho da história ficou bem gay para quem gosta de histórias assim.

   Não sei se vai ter outra fic porque não estou lá com aquele pique pra escrever, e sim, para desenhar (opa, presença de algum mangá por aí? O_O). Mas caso eu venha a criar outro, eu aviso!




25 janeiro 2015

Waifus e husbandos, ou...

Fiquei tanto tempo sem vocês que eu voltei pra casa assim

"Cadê meu oxigênio, cadê cadê cadê"
   Olá novamente, cambada maravilhosa! Depois desse longo período de vácuo, a necessidade de vir postar é grande!

   Estou evitando informar coisas muito desnecessárias porque eu entendo que ninguém quer ouvir repetidamente o quanto tempo eu fiquei sem postar e suas causas. Bom, depois de algumas horas vagando pelo blog, percebi que ando trazendo assuntos um pouco fora do contexto "animes, mangás e gayzisse" que eu sempre ditei como "slogan" dessa maldição, então pretendo entrar um pouco mais nesses assuntos, porque nem as artes desmotivacionais do Aoba estão funcionando mais! ಥ⌣ಥ
   Eu sempre quis falar sobre waifus e husbandos. Então vai ser isso mesmo. Acredito que seja um assunto bem interessante a se tratar, ainda que meio polêmico, então não chorem caso alguém aqui nunca tenha ouvido falar e ache que isso é coisa de transtornado mental ♥.

   Tem gente que acha que nunca vai arrumar uma namoradinha otaku cosplayer manjadora dos photoshops carne e osso, e por isso, acaba indo para o caminho da lei do menor esforço, que é apenas selecionar uma personagem aleatória que goste e bum: transformar em "esposa". Vejo outros que até adquiriram tal ato como um hobby, no qual a cada anime que vê, encontram uma waifu para adicionar na lista. Já outros, nem sei se chegam a chamar suas waifus de waifus mesmo, porque idolatram-nas tão demasiado que as personagens acabam por virarem mais deusas do que parceiras (e quanto a isso, prefiro deixar quieto!)

   Não sei desde que tempo esse lance de ter amozinho 2D começou, mas pelos meus cálculos instintivos, algo diz que isso sempre existiu e só começou a fazer mais sucesso em 2013 pra cá. Foi como uma explosão epidêmica, e ainda mais nesse mundo onde todas as esperanças de que ainda exista gente que presta decaem e chegando a ser extremamente fácil "descartar" uma pessoa por qualquer errinho ou defeito básico presente no relacionamento ou em sua própria personalidade, talvez os tais tenham sido alguns dos fatores para o número de pessoas com waifus/husbandos aumentar como coelhos. O número de mulheres que provavelmente ficarão para titia nesse mundo - a não ser que não recorram à poligamia - acabou por levar o nosso querido público feminino à essa contaminação igualmente, que agora já se satisfaz com os seus trezentos maridões. Enquanto isso, outras preferem apenas ficar na shippação entre eles, como é o caso da Mikota.

Conselho: jamais usem essa cantada
   Mas o que explicaria tal crescimento dessa massa? É carência? É a insatisfação? Seria só uma simples brincadeira?

   Como nenhum país é 100% mar de rosas, no Japão, seguido por uma conduta social "naturalmente" machista, a maioria dos homens lá ainda têm como referência de mulher perfeita Yamato Nadeshiko, um nome considerado por eles para denominar a perfeita, linda, e tradicionalmente ideal mulher japonesa com o qual eles sonham se casar. A mulher do tipo "Yamato Nadeshiko" é basicamente caracterizada por:

● ser dona de casa
● ser educada, ter postura e bons modos
● ser feminina
● prover fidelidade e devoção ao marido
● agir sempre de forma delicada, generosa e frágil 


   Ou seja, basicamente a mulher submissa que todo machista deve achar que ainda existe, né? Existia, meus caros...não mais.

   Porque ninguém é bobo nem nada, só em sonhos encontraremos mulheres dispostas a virar capachos de homens que tudo que darão a elas a vida toda é apenas uma casa e comida pra sobreviver, sem nada de amor. Pois é assim que mais ou menos sempre funcionou por lá: desde menores, as pequenas japonesinhas sonham em se tornar as melhores donas de casa para não precisarem trabalhar; portanto, para arrumarem um marido que as sustente para o todo sempre, não devem deixar de estimar por esses atributos descritos acima. Não só por causa disso, mas porque também dificilmente seria vista como digna de valor uma mulher que fala palavrões ou que provavelmente fica ouvindo BLCDs por aí como um hobby (se eu dissesse isso em público, não duvido que o povo todo iria discretamente atravessar para o outro lado da calçada). Sabe-se que os dias de hoje estão cada vez mais complicados, e com pouco japonês conseguindo manter família, torna-se quase que um milagre eles conseguirem "arrumar" uma Yamato Nadeshiko da vida. E isso sem tirar o fato de que as mulheres também querem amor, não só comida na mesa. Para fugir dessa dura realidade, bem, nada de anormal vermos cada vez mais a preferência dos men voltada para as virtuais e 2D ao invés das reais.

    Apesar de ter aqueles que apenas têm waifus/husbandos para desfrutar de sua solteirice ou como um modo de lazer absoluto da vida de otaku, vejo certas pessoas que chegam a idealizar tanto por uma waifu/husbando que viram um Jin Gyu Lee da vida. Sim, é o cara que vocês veem abaixo, que se casou com o seu dakimakura.

Sua mãe falando sobre seus gostos
   Querendo ou não, muitas vezes a Dona Verdade vende uma visão de que ter um husbando ou waifu é como tentar buscar o(a) parceiro(a) perfeito dos seus sonhos. Algo que não dá pra discordar. Se o seu sonho sempre foi ter aquele garoto lindo e perfeito que não peida 15x por dia com o qual sempre desejou, tal como a garota mais fofa do mundo e sem nenhum pelos pubianos e TPM da vida, então aqui está a sua solução: tenha uma waifu/husbando e vai que vai. Nada anormal; até porque eu tinha um husbando (lembram do Tsuna, o uke?). Mas mesmo que eu o chamasse dessa maneira, tal nome servia apenas para me referir à minha grande admiração pelo personagem. A partir do momento em que o trem vira obsessão, não tem como, isso vai me perturbar, nem que não prejudique diretamente!

   Por quê? Ora essa, chega a ser egoísta como muitas pessoas estão começando a desvalorizar a "pessoa real" porque parecem sentir a necessidade de terem alguém para pertencê-las, como um objeto de posse que deve ao tempo todo suprir suas necessidades e carência, fazendo de conta que o alvo imaginário de seus amores consente a relação. Em um mundo onde mais se exige e pouco se dá, não me surpreende tanta gente preferindo viver da idealização platônica a ter que presenciar brigas com a namorada ou aquelas crises de casamento. Às vezes, vejo pessoas dizendo que "ninguém presta", "ele(a) é sempre assim", "fulano nunca faz o que eu quero" e me dá vontade de falar pra elas que no passado, elas com certeza teriam sido donos de escravo. Mas é claro, é mais fácil você já encontrar de cara um personagem perfeito que, com certeza, nunca te decepcionará e sempre estará o tempo todo ao seu dispor e favor, do que tentar juntar os cacos de uma relação e, juntos, esforçarem-se para serem pessoas melhores um ao outro e mesmo assim entender que não existem casais perfeitos. Ou ninguém aí pensa na possibilidade de que uma pessoa pode melhorar seu comportamento? De que é possível dois seres humanos, desfrutando da inteligência, viverem em conjunto com harmonia? Ah, é, esqueci que todos almejam como máquinas gananciosas que as pessoas sempre adivinhem o que lhes agradam ou o que querem ouvir.

   Por isso mesmo, chego a duvidar do estado emocional das pessoas que levam waifus e husbandos tão a sério. Parece-me que lhes carece algo para preencher o vazio dentro deles, que desconsideram as tentativas de se adaptar à realidade de que ninguém é perfeito por conveniência ou por pura desesperança nas pessoas reais. Como compreender alguém que se vê feliz com uma idealização intangível? Suas waifus e husbandos não são, nada mais, nada menos, do que eles mesmos construindo outra pessoa a partir delas mesmas e fazendo dessa outra pessoa suas próprias marionetes, não é? É aí que eu faço aquela mágica cara de bunda e me pergunto, "que graça tem saber sempre do final do espetáculo?" Daqui a pouco todos terão um personagem a quem confiar amor verdadeiramente unilateral e vamos todos viver de fantasias, não haverá interação, ninguém vai saber o quão realizados nos sentimos com o contato físico. Se é que já não está acontecendo, pois permitam-me dizer, estamos literalmente - como Einstein citou - traçando uma geração de idiotas.

   Não estou dizendo que é proibido agora ficar maravilhada com os bíceps daquele Makotão ou sofrer de corações com o rostinho inocente da Kobeni. Mas isso, enquanto saber diferenciar a realidade da ficção.

   E se não tiver jeito de retornar o Jin Gyu Lee dentro de você, nah, fazer o quê, estou aqui apenas para dar o superconselho de que uma pessoa real pode valer por um milhão de waifus, porque nunca se sabe se você pode estar perdendo a pessoa da sua vida por uma animação que nem sabe que você existe (desculpem se isso foi cruel, não haviam outras palavras </3). E só pra não encerrar parecendo hipócrita, talvez eu nem deveria falar nada porque, na maior sinceridade, eu googlava por "garotas de anime" e ficava babando por elas quando era menor. Eu era apenas um feijãozinho em pleno crescimento mental, como eu poderia discernir minhas paixões 3d e 2d em um mundo onde pouco sabia? Por isso, futuros pais, recém-pais ou qualquer pessoa que tenha contato com crianças: se você achar que uma criança que fica babando por 2D está ficando insana, por favor, não se desesperem, isso é completamente normal. Ainda é melhor do que você recortar uma imagem do Knuckles e dormir com a figura debaixo do travesseiro. Agora sim, eu pedi pra morrer em praça pública.

   Os próprios nomes dizem:  "waifu" e "husbando" (respectivamente "wife[esposa]" e "husband[marido]" - inglês ajaponesado, nada melhor). Não é à toa que as pessoas que não compreendem muito bem o mundo dos loucos acabem pensando que os célebres donos de namoradinhas e namoradinhos de anime sejam motivo de chacota, vistos como carentes, doentes, ou até pedófilos (quem é que disse que a maioria dos homens estão buscando as waifus plotudas?). A única coisa a fazer é arcar com as críticas. Não se preocupem quanto a mim, não irei matá-los nem persegui-los, afinal, mesmo eu não pegando a mesma onda, quem sou eu pra julgar o que é melhor pra ele e pra você?

   Até que ponto posso considerar isso normal, eu não sei, mas cada louco com as suas loucuras, né? Os critérios ficam a livre gosto!